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40 | I Série - Número: 035 | 7 de Janeiro de 2011

Atrasada porque o que gostaríamos de ter visto era o PSD exaltado quando o Presidente da República Cavaco Silva escolheu Dias Loureiro para o Conselho de Estado. Não estou aqui a falar do Dias Loureiro dos negócios escuros de Marrocos ou de Porto Rico, estou a falar do Dias Loureiro que foi ao Banco de Portugal pedir que este deixasse o BPN em paz! Esse é que seria um bom motivo de exaltação!

Aplausos do BE.

Outro bom motivo de exaltação seria a tranquilidade com que os ministros das Finanças dos governos de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes deixaram o Dr. Victor Constâncio, calmamente, a dormir, sonolento, no Banco de Portugal. Nessa altura é que os senhores se deveriam ter exaltado com os vossos ministros das Finanças! E digo também ao Sr. Deputado Miguel Macedo, bem como aos restantes Deputados do PSD, que é uma exaltação e um enervamento mal orientado. E afirmo-o porque os senhores deveriam exaltar-se, sim, por estarem na mesma comissão de honra onde estão alguns dos responsáveis pelas fraudes e pelas burlas, ou pelo seu encobrimento, no BPN e na SLN.

O Sr. José Gusmão (BE): — Exactamente! Agora!

O Sr. João Semedo (BE): — Quer que diga os nomes? Digo! Dr. Joaquim Coimbra, Dr. Abdul Vakil! O senhor esteve comigo na mesma comissão de inquérito e a que conclusão chegámos? Que Abdul Vakil e Joaquim Coimbra se entenderam para mexer alguma coisa no Grupo, para que todo continuasse na mesma. É ou não verdade? Esse é que seria um bom motivo de exaltação por parte do PSD e de Miguel Macedo! Refiro ainda outro motivo de exaltação — e com isto termino — mais legítimo para o PSD.
Temos ouvido o Prof. Cavaco Silva, na sua campanha, glorificar-se como uma espécie, digamos, de cartomante financeiro que viu, previu e preveniu o descalabro do défice externo, da dívida pública, da recessão económica. Então, o ilustre economista e Prof. Dr. Cavaco Silva não viu nem previu, nem preveniu o descalabro de um banco que remunerava investimentos à taxa de 140%? Era relativamente a isto que o PSD e o Deputado Miguel Macedo se deveriam exaltar.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Não havendo mais oradores inscritos, vamos entrar no período regimental de votações.

O Sr. José Manuel Pureza (BE): — Sr. Presidente, peço a palavra.

O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?

O Sr. José Manuel Pureza (BE): — Sr. Presidente, para solicitar à Mesa que o projecto de resolução n.º 350/XI (2.ª) seja votado separadamente em cada um dos seus números.

O Sr. Presidente: — Assim será, Sr. Deputado. Esse requerimento já tinha chegado à Mesa mas só o anunciaria no período da votação.
Antes de mais, vamos proceder à verificação do quórum, utilizando o cartão electrónico.
Os Srs. Deputados que, por qualquer razão, não o puderem fazer terão de o sinalizar à Mesa e depois fazer o registo presencial, para que seja considerada a respectiva presença na reunião.

Pausa.

Srs. Deputados, o quadro electrónico regista 199 presenças, às quais se acrescentam 14, perfazendo 213 Deputados, pelo que temos quórum para proceder às votações.

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