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46 | I Série - Número: 049 | 10 de Fevereiro de 2011

Não são estas exportações que queremos. Queremos exportações que dinamizem a economia do País, que representem uma evolução estrutural para a economia do País, que criem riqueza e emprego. Não é esta a receita do PS nem do Governo de José Sócrates.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Victor Baptista.

O Sr. Victor Baptista (PS): — Sr. Presidente, Sr. Deputado Pedro Filipe Soares, confesso que a intervenção que ouvi me pareceu uma intervenção que, para além de estar um pouco desgarrada da realidade, é um pouco confusa, porque, de duas, uma: ou se reconhece que as exportações são importantes no crescimento económico e no desenvolvimento do País ou se contestam as exportações.

Protestos do Deputado do BE José Gusmão.

Sabemos as dificuldades que todos temos hoje, ao ponto de se terem assumido medidas relacionadas com a procura interna por vezes difíceis de os portugueses entenderem mas necessárias, em nome da estabilidade financeira e das contas públicas. Ora, o que esperaria do Bloco de Esquerda seria a constatação e o reconhecimento de que o único caminho que pode acalentar alguma expectativa de crescimento da economia, em 2011, é o das exportações. É que este é um elemento objectivo! Mas V. Ex.ª vem agora pôr em causa a qualidade das exportações.
Não vou agora entrar na questão de saber se as empresas que exportam estão ou não em zonas de offshore, pois não é isso que importa, neste momento. Essa discussão tem um outro espaço.

Risos e protestos do BE.

O que importa é que essas exportações são produtos e serviços produzidos por alguém, no País.
Diz-me ainda que as exportações cresceram porque há procura externa. Obviamente, Sr. Deputado! Essa é uma questão redundante! Se aumentamos as exportações é porque alguém procura, Sr. Deputado. Aliás, como é que podíamos exportar se ninguém procurasse?! Sinceramente, julgo que o Bloco de Esquerda, por vezes, tem dificuldade em sair do próprio modelo que concebe, em sair desse raciocínio. O Bloco de Esquerda tem de reconhecer que o caminho do desenvolvimento e do crescimento económico, neste momento, é só um — e um que tem de ser claramente apoiado pelo Governo. Por isso, esperamos que, em breve, sejam anunciadas outras medidas de apoio à exportação, sobretudo em matéria de seguros, que poderão ainda ser incrementadas.
É necessário que o País assuma as exportações como uma estratégia de fundo, como o caminho para reduzir o desemprego, que tanto vos preocupa — a vós e, evidentemente, a nós. Mas, pelos vistos, para o Bloco de Esquerda, o caminho das exportações para alcançar o crescimento económico e, consequentemente, o emprego, não interessa; pelos vistos, para o Bloco de Esquerda, nem todas as exportações têm interesse. Basta que uma empresa que tenha quatro funcionários exporte para que o Bloco de Esquerda esqueça logo quem é que produziu esses produtos, quem é que produziu esses serviços.

O Sr. José Gusmão (BE): — Não são quatro trabalhadores!

O Sr. Victor Baptista (PS): — Esta é outra matéria que está subjacente ao raciocínio.
Em suma, o caminho é este e tenho a certeza de que o Bloco de Esquerda reconhece isso, apesar do discurso que aqui acabou de fazer.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Assunção Cristas.

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