O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

32 | I Série - Número: 057 | 26 de Fevereiro de 2011

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr. Deputado Jerónimo de Sousa, a execução orçamental é absolutamente decisiva para a nossa política económica. A execução orçamental, tal como a redução do défice, é fundamental para defender o nosso País; é fundamental para defender o financiamento da nossa economia; é fundamental para defender o crescimento económico; é absolutamente essencial para defender o emprego, e julgo que os portugueses entendem isso.
Só mesmo na linguagem dos dois partidos de esquerda ç que as medidas»

Risos do BE e do PCP.

Vozes do BE: — Da extrema-esquerda!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Da extrema-esquerda, sim, têm toda a razão!

A Sr.ª Cecília Honório (BE): — Agora disse bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — O que eu queria dizer era «à esquerda do PS». Compreenderam muito bem! Portanto, só na linguagem dos dois partidos à esquerda do PS é que um Governo que se empenha na consolidação das contas públicas está a fazer maldades. Não, Sr. Deputado, nós estamos a fazer bem ao País! Maldades faríamos se não tivéssemos nenhuma medida. Estas medidas visam defender os salários, defender o emprego e defender o crescimento.
Sr. Deputado, desculpar-me-á, mas insiste numa tecla, numa cassete que está realmente gasta, dizendo «o Sr. Primeiro-Ministro não fez aquilo que devia, ou seja, a distribuição equitativa dos encargos, dos esforços». Sr. Deputado, quer enganar os portugueses? Eles não sabem que é assim? Vejamos o exemplo dos salários. Só os salários acima de 1500 € foram reduzidos. Chama-se a isto, ou não, ter um critçrio que protege»

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — E os lucros?

O Sr. Primeiro-Ministro: — Importa-se de ouvir, Sr. Deputado?! Só estou a falar dos salários! Depois podíamos ir a todos»

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Ah!»

O Sr. Primeiro-Ministro: — Srs. Deputados, importam-se de ouvir? Tenho pouco tempo! Ouçam com um pouco de atenção!

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Reparem que os senhores são logo «apanhados» no primeiro caso, nos salários. Na Administração Põblica, os salários acima de 1500 € baixaram. Isto ç, ou não, uma medida de justiça? É uma medida de justiça! E os salários acima de um determinado valor foram reduzidos 10%, enquanto os mais próximos dos 1500 € foram reduzidos menos. Chama-se a isto agir com justiça. Não se chama a isto distribuir com equidade os esforços?

Protestos do PCP e de Os Verdes.

Nada vos contenta!

Páginas Relacionadas
Página 0036:
36 | I Série - Número: 057 | 26 de Fevereiro de 2011 O Sr. Primeiro-Ministro, para defender
Pág.Página 36
Página 0037:
37 | I Série - Número: 057 | 26 de Fevereiro de 2011 O Sr. Duarte Cordeiro (PS): — Qualifi
Pág.Página 37
Página 0038:
38 | I Série - Número: 057 | 26 de Fevereiro de 2011 Esta é uma medida concreta que combate
Pág.Página 38
Página 0039:
39 | I Série - Número: 057 | 26 de Fevereiro de 2011 O Sr. Duarte Cordeiro (PS): — Ilusão
Pág.Página 39