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23 DE SETEMBRO DE 2011

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E julgo que não é assim, até pelo trabalho que fazem, politicamente com muita relevância, para a nossa

democracia.

O que temos pela frente são desafios complexos e que exigem um esforço de todos nós na defesa do SNS.

Temos desafios que se colocam ao nível do planeamento e da prevenção na área da saúde; temos desafios

que se colocam no domínio da conclusão da reforma dos cuidados.

Desde logo, é necessário continuar a reformulação do parque hospitalar, concentrando unidades e tirando

partido de uma maior racionalização das infra-estruturas que conhecemos e temos ao nosso dispor. É preciso

repensar as redes de referenciação, nomeadamente na área da urgência, quer aqui, em Lisboa, quer noutros

pontos do País. É preciso consolidar o que fizemos na área dos cuidados continuados e valorizar todo o

património que conquistámos neste domínio, sempre com o objectivo de cumprir um desiderato fundamental:

aumentar a nossa eficiência no Serviço Nacional de Saúde.

Sem o aumento da eficiência, sem o envolvimento dos cidadãos numa cultura de responsabilidade

partilhada não é possível dar saltos qualitativos no reforço do SNS.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, também para pedir esclarecimentos, a Sr.ª Deputada Teresa Caeiro.

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, Sr. Deputado António Serrano, começou a sua

intervenção por dizer que ia manifestar as suas preocupações. Ora, ouvindo com cuidado o que disse, a

verdadeira preocupação do Partido Socialista é encontrar medidas que possa atacar, porque, em 100 dias,

este Governo e este Ministério da Saúde fizeram muitíssimo mais do que os senhores em seis anos e meio!

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

O Sr. Deputado e o Partido Socialista não se conseguem livrar de uma ambiguidade que está a torturá-los

e que é a seguinte: os senhores subscreveram o acordo com a tróica. Foi um acto patriótico, do qual se auto-

excluíram, vindo agora dizer, como outros partidos, que tudo se resolveria simplesmente não pagando.

Estaríamos, assim, numa situação pior do que a da Grécia.

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Orgulhosamente sós!

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — Os senhores assumiram esse compromisso e não têm como condenar

e criticar as medidas que estão a ser tomadas, porque vão exactamente no sentido do que subscreveram.

Sei o que o Sr. Deputado está a pensar e o que se prepara para dizer: «Mas porque é que os senhores

estão a ir além dos compromissos com a tróica?».

O Sr. José Junqueiro (PS): — Boa pergunta!

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — Por uma simples razão, Sr. Deputado: porque quanto mais depressa

nos livrarmos da situação de dependência,…

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Exactamente!

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — … de perda de soberania e de perda da liberdade em que Portugal se

encontra, mais depressa deixaremos de estar submissos!

O Sr. Deputado sabe também muito bem que há 25% de desperdício no sector da saúde, com os quais os

senhores nunca conseguiram acabar.

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!

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