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28 DE OUTUBRO DE 2011

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Portanto, mais uma vez, Sr. Secretário de Estado, volto a fazer-lhe a mesma pergunta: como é possível

tirar as conclusões que o senhor aqui tira, partindo de documentos que os senhores publicam e que as refutam

de forma cabal?!

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Nuno

Reis.

O Sr. Nuno Reis (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Deputado João Galamba, há seis meses e meio, escrevia a

imprensa, citando fonte do Ministério das Finanças: «O Governo não tem, neste momento, dinheiro para

pagar, até final de Junho, os salários, o subsídio de férias e as pensões de reforma dos funcionários públicos.»

Aplausos do PSD.

Uma semana depois, a confirmação vinha pela boca do próprio Ministro Teixeira dos Santos, que dizia

mais: «Enfrentamos uma situação na qual precisamos do compromisso de todo o País. Obviamente que não

chega o compromisso do Governo, é preciso o compromisso do País, incluindo outros partidos.»

Não tinha de ser assim! Não tínhamos de ter chegado ao ponto em que só com assistência externa e

dando em contrapartida parte importante da nossa autonomia se fosse possível manter a economia a

funcionar!

Vozes do PSD: — Muito bem!

Protestos do PCP.

O Sr. Nuno Reis (PSD): — Recordo que, ao longo dos últimos seis anos, foram sucessivos os alertas de

vários economistas, gestores, empresários — já para não falar dos responsáveis políticos — que a única coisa

que pediam era que se esquecessem as loucuras faraónicas e se falasse verdade ao País!!

O Sr. João Oliveira (PCP): — Só cá faltava isto…!

O Sr. Nuno Reis (PSD): — Mas eis-nos chegados a um ponto em que só com sacrifício de cada um e com

o esforço de todos teremos capacidade, num curtíssimo espaço de tempo, de corrigir os fortes desequilíbrios

de vários anos de fuga à realidade. Se dúvidas existissem de que o País está como está, elas ficariam

dissipadas com este exemplo: mesmo com todos os cortes previstos para 2012, mesmo com todos os

sacrifícios que teremos de fazer, o caminho para o cumprimento das metas do défice a que estamos obrigados

no próximo ano é extremamente estreito. A realidade desmente a mistificação de quem quer passar a

mensagem de que este Governo só está a propor medidas adicionais às que já se previam por insensibilidade

ou mera opção ideológica. Não, não é opção política própria! É consequência directa do «buraco» em que nos

meteram e a inevitabilidade do rumo que teremos de seguir para voltarmos a recuperar a nossa autonomia!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Alguns preferirão continuar a negar os números, mas o que nos dizem a Direcção-Geral do Orçamento ou

o Instituto Nacional de Estatística é a crua realidade com que nos confrontamos. A base de que partimos é

esta e não foi este Governo o responsável por ela!

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor de terminar, Sr. Deputado.

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