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I SÉRIE — NÚMERO 37

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O Sr. Presidente (António Filipe): — Para uma brevíssima intervenção, durante os 10 segundos de que

ainda dispõe, tem a palavra a Sr.ª Deputada Rita Rato.

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, se o diagnóstico é comum, as saídas são

distintas. Existe um problema na habitação, mas o PSD apresenta um projecto low cost, que de concreto não

anuncia nada.

O CDS apresenta como saída despejar as pessoas das suas próprias casas e o PS quer manter tudo mais

ou menos na mesma, dando um passo tímido em relação ao crédito.

O PCP entende que, seja com o Porta 65, seja com o IAJ — dêem-lhe o nome que quiserem —, se deve

alargar o apoio no acesso à habitação. Até lhe podem chamar «apoio cor-de-rosa» ou «apoio cor-de-laranja»,

desde que se apoiem mais jovens. O objectivo é que é essencial.

Entendemos que quer a reabilitação quer a requalificação urbana não podem ser limitativos apenas para

quem pode pagar.

Veja-se o exemplo do centro do Porto, veja-se o exemplo de Lisboa e da reabilitação urbana,

nomeadamente da EPUL. Quem é que pode pagar aqueles balúrdios de preços por um T1 e por um T2?! Qual

é o jovem, ainda que ganhe 700 € ou 800 €, que pode pagar 250 000 € por um T2?! Estamos a falar de que

jovens? Ou estamos a falar de reabilitação e de requalificação urbana apenas para alguns nichos de jovens.

Os jovens não são todos iguais; também existem classes sociais na camada social da juventude!

O Sr. Presidente (António Filipe): — Queira concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Termino, Sr. Presidente, dizendo que, de facto, é importante alargar o número

de jovens que são apoiados e é importante que a necessidade de habitação tenha resposta. Há muitas casas

vazias e muita gente sem casa. Há aqui algum problema, Srs. Deputados!

Aplausos do PCP e de Os Verdes.

O Sr. Presidente (António Filipe): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Bruno Coimbra.

O Sr. Bruno Coimbra (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Deputado Pedro Delgado Alves, fico estupefacto

sempre que oiço falar a bancada do Partido Socialista, porque ainda não perderam o hábito de mascarar as

coisas. E, em alguma altura, isto vai de ter de acabar. Enganar assim as pessoas não é correcto!

O Sr. Miguel Tiago (PCP): — Agora é a vossa vez!

O Sr. Bruno Coimbra (PSD): — É verdade que se manteve a dotação de 2010 para 2011 do programa

Porta 65. Mas em todos os anos anteriores essa dotação baixou.

Da esquerda à direita, o programa foi sempre contestado. Não serve o País, mas continuam a fazer de

conta que serve.

Trata-se de tiques do anterior Primeiro-Ministro, que dizia sempre que estava no País das maravilhas, que

estava tudo óptimo neste País, até ao momento em que, em vez de ficar no País das maravilhas se foi embora

para o «Paris das maravilhas». E agora que tratemos nós do assunto!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Não vale a pena fazer grandes malabarismos. Os Srs. Deputados do Partido Socialista propõem que o

Governo estude uma alteração legislativa. Mas a bancada do Partido Socialista pode usar essa iniciativa.

Usem-na!

O Sr. Presidente (António Filipe): — Srs. Deputados, concluído este debate, passamos à fase de

apreciação de petições.

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