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I SÉRIE — NÚMERO 38

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A propósito desta petição foi assinado, no início de Outubro, um protocolo entre o Instituto de Odivelas e a

Câmara Municipal de Odivelas, que estabeleceu um novo regime de visitas. Diz o acordo que o monumento

estará aberto dois domingos por mês, durante duas horas, podendo ser visitado por 25 pessoas de cada vez,

e, eventualmente, um ou outro dia da semana a pedido da Câmara.

É certo que este protocolo mostra algum avanço e alguma boa abertura tanto da Câmara como do Instituto

de Odivelas, mas não responde, ainda assim, às pretensões dos peticionários. Com este novo regime de

visitas, apenas 600 pessoas por ano poderiam visitar o Mosteiro e seriam precisos 200 anos para que toda a

população de Odivelas o conseguisse visitar.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

A Sr.ª Inês Teotónio Pereira (CDS-PP): — Ora, o objectivo é que não existam tantos condicionalismos à

abertura do Mosteiro aos fins-de-semana e feriados para que todos o possam conhecer. E não é por capricho

ou por reivindicação local, é única e exclusivamente porque este é um monumento histórico, mas é

nacionalmente desconhecido.

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Faça favor de terminar, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Inês Teotónio Pereira (CDS-PP): — É por isso, e por concordarmos com várias pretensões deste

grupo de peticionários, que o CDS irá apresentar, em breve, um projecto de resolução neste sentido.

Aplausos do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado José Luís

Ferreira.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Sr. Presidente: Em nome do Grupo Parlamentar Os Verdes,

começo por saudar os 6500 peticionantes que deram corpo à petição que agora estamos a discutir, através da

qual se pretende que a Assembleia da República recomende ao Governo que assuma as diligências

necessárias para que o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, mais conhecido por Mosteiro de Odivelas, abra as

suas portas ao público aos sábados, domingos e feriados, entre as 9 horas e as 19 horas.

De facto, considerando o valor histórico dos espaços classificados e o conjunto arquitectónico do

monumento, onde, aliás, se encontra o túmulo de D. Dinis, é profundamente lamentável que, de todo o

complexo que envolve o espaço classificado como património nacional, apenas a igreja esteja acessível ao

público, e mesmo esta só ao domingo nos horários das missas. É mesmo caso para dizer que um povo que

possui património e o fecha a sete chaves pouco precisa dele, porque dele não pode usufruir e porque dele

pouco proveito pode tirar. E também é caso para dizer «dá Deus nozes a quem não tem dentes». No caso não

foi Deus, bem sabemos, as nozes são os monumentos e os dentes são a vontade política ou a forma como os

governos têm olhado para a cultura e para o nosso património. O ditado popular encaixa aqui perfeitamente e,

na nossa perspectiva, é tempo de deixar de encaixar.

Parece-nos, pois, da mais elementar justiça que o Mosteiro de Odivelas abra as suas portas ao público aos

sábados, domingos e feriados, permitindo que as pessoas, sobretudo a população de Odivelas, o possam

visitar, o que, além de mais, constituirá um factor de dinamização cultural não só da cidade de Odivelas mas

também de todo o concelho.

Por fim, e uma vez que a petição também é subscrita por alguns membros do Governo, nomeadamente

pelo Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros e pelo Sr. Ministro da Solidariedade e Segurança Social, por certo

que, para além da discussão e da análise feita em Plenário, se dispensará qualquer outra diligência por parte

desta Assembleia no sentido de recomendar ao Governo a abertura do Mosteiro. Espera-se que o Governo

esteja sensibilizado para os objectivos pretendidos pela petição, até porque, como já foi dito, alguns dos

membros do actual Governo são também subscritores, fazem parte do universo dos 6500 peticionantes que

subscreveram esta petição.

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