O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 39

106

O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — … essa miragem, essa fantasia que nos levou à situação

em que nos encontramos, isto é, do maior endividamento dos últimos 150 anos e de uma dívida externa que já

não tínhamos há muitas décadas.

Protestos do PCP.

A outra grande política do PCP é a reestruturação desordenada da dívida. O problema é que as políticas do

PCP e a reestruturação desordenada da dívida iriam conduzir-nos a uma depressão, mais do que a uma

recessão, com taxas de desemprego muitíssimo superiores às que temos hoje.

Protestos do PCP.

Gostaria de responder à pergunta colocada pelo Sr. Deputado Hélder Amaral sobre a produção nacional.

Tem toda a razão, Sr. Deputado: a produção nacional é essencial! Exactamente por isso, estamos a ultimar

o programa «Mais Portugal» que pretende valorizar os produtos nacionais, dar um novo orgulho a todos e

apostar na diminuição das importações, o que é fundamental para diminuirmos o desemprego. Aumentar a

incorporação da oferta nacional, apostar para que as empresas que estão no País e também as que estão fora

do País comprem mais produtos portugueses é essencial para sairmos da crise. Portanto, estamos de acordo

sobre essa questão.

O Sr. Deputado Basílio Horta disse que o Orçamento do Estado tem poucas linhas de crescimento da

economia. De facto, estamos habituados a que os Orçamentos do Estado tenham muitas linhas e muitas

promessas que não são cumpridas, mas nada de reformas…

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — … ou, então, que se prometam reformas que nunca se

cumprem.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — Foi assim, por exemplo, com o acordo tripartido que os

senhores fizeram sobre o Fundo de Compensação do Trabalho, que, supostamente, ia estar pronto passado

uma semana, mas que, quando tomámos posse, três meses depois, não tinha nem uma linha pronta!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Foi assim quando os senhores, numa «grande» aposta nas exportações e na internacionalização,

prometeram mais de nove vezes que iriam apresentar um fundo para a internacionalização no valor de 250

milhões de euros, que esteve previsto nos Orçamentos do Estado para 2009 e para 2010, mas que, quando

tomámos posse, não existia!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Protestos da Deputada do PS Hortense Martins.

E foi assim em muitas outras promessas!…

Ainda na última sexta-feira, Sr. Deputado, estive com os autarcas da Junta Metropolitana do Porto que

disseram que o anterior primeiro-ministro lhes tinha prometido por duas vezes que ia construir uma estrada

entre Arouca e Vila Nova da Feira!…

O Sr. Basílio Horta (PS): — Fale do futuro, Sr. Ministro!

Páginas Relacionadas
Página 0029:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 29 O Sr. Pedro Nuno Santos (PS): — Sr. Presidente, Sr. Prime
Pág.Página 29
Página 0089:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 89 A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Finalmente, o Governo diz
Pág.Página 89
Página 0090:
I SÉRIE — NÚMERO 39 90 Se calhar, a culpa não é só do PS e, se calhar
Pág.Página 90