O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

11 DE NOVEMBRO DE 2011

41

O Sr. Honório Novo (PCP): — Não perca tempo com aquilo que já se sabe! Responda às perguntas da

oposição!

O Sr. Primeiro-Ministro: — … pois não posso deixar de reservar algum tempo para os Srs. Ministros

também intervirem. Mas procurarei responder às questões diferenciadas que colocaram.

O Sr. Deputado Pedro Nuno Santos colocou, há bocado, a questão das cativações e o Sr. Deputado Pedro

Jesus Marques insistiu sobre a mesma. Não vou responder mais a esta questão…

O Sr. António Filipe (PCP): — Outra vez?!… Isto está a tornar-se um cativeiro!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Não há nenhuma folga que advenha das cativações!

As cativações — é tudo o que direi, poderão os Srs. Deputados repetir a pergunta, mas ela está respondida

— foram tidas em conta para a despesa do Estado. Correspondem, realisticamente, à despesa que precisa de

ser efectuada.

O Sr. Pedro Jesus Marques (PS): — Não!

O Sr. Primeiro-Ministro — Corresponde à despesa que precisa de ser efectuada, Sr. Deputado. Sei que

no governo de que o senhor fez parte foi ao contrário, mas não é assim no meu Governo! Peço desculpa, Sr.

Deputado, mas não é assim neste Governo!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Protestos do Deputado do PS Pedro Jesus Marques.

A despesa que está prevista na cativação precisa realisticamente de ser executada. E, sendo executada,

corresponderá, dentro do défice, ao défice que está estimado. Esta é a realidade, Sr. Deputado.

O Sr. Deputado poderia preferir que este Governo fizesse como o anterior, que criou cativações que depois

agravaram o défice na medida em que foram libertadas. E o défice agravou, Sr. Deputado! Mas não agravará

com este Governo!

Protestos do Deputado do PS Pedro Jesus Marques.

Não leve a mal, é a nossa opção, como disse o líder do seu partido, e muito bem. A nossa opção é cumprir

a meta do défice, não é chegar a meio do próximo ano com uma surpresa desagradável na execução do

défice!

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — O Sr. Deputado José de Matos Correia colocou uma questão sobre a

diplomacia económica.

Sr. Deputado, atribuímos uma importância muito grande a todo o processo que visa, do lado do Governo,

criar uma articulação íntima com toda a economia, que é como quem diz com as empresas portuguesas, com

gestores e administradores, com todas as empresas em Portugal, de forma a garantir, em primeiro lugar, a

captação de mais investimento externo, que é indispensável para a nossa estratégia de crescimento, e, em

segundo lugar, a ajudar as empresas portuguesas a exportar mais quer para onde já exportam quer,

sobretudo, para onde ainda não exportam. Basta dizer que quase 70% das nossas exportações vão para o

espaço europeu, que tem uma previsão de crescimento muito limitada nos próximos anos.

Quando a procura interna não satisfaz a produção nacional, temos de garantir formas de escoar

competitivamente essa produção para outros mercados, e isso exige uma aliança estratégica entre o Governo

— economia, finanças, diplomacia externa — e as empresas portuguesas.

Páginas Relacionadas
Página 0008:
I SÉRIE — NÚMERO 39 8 Pausa. Não havendo pedidos de pal
Pág.Página 8
Página 0009:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 9 Aplausos do PSD e do CDS-PP. Por ser u
Pág.Página 9
Página 0010:
I SÉRIE — NÚMERO 39 10 O Sr. Primeiro-Ministro: — O Governo nã
Pág.Página 10
Página 0011:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 11 Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero ins
Pág.Página 11
Página 0012:
I SÉRIE — NÚMERO 39 12 pensão aos reformados, em Portugal. Nós consid
Pág.Página 12
Página 0013:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 13 Dir-me-á o Sr. Deputado: «mas ouça quantas pessoas se que
Pág.Página 13
Página 0014:
I SÉRIE — NÚMERO 39 14 O Sr. Primeiro-Ministro: — … mas para garantir
Pág.Página 14
Página 0016:
I SÉRIE — NÚMERO 39 16 Há um ano, como o senhor disse inicialm
Pág.Página 16
Página 0017:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 17 de excesso de despesa do Estado para que eles possam real
Pág.Página 17
Página 0019:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 19 O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Por isso, este Orçamento
Pág.Página 19
Página 0020:
I SÉRIE — NÚMERO 39 20 O Sr. Honório Novo (PCP): — O Belmiro de Azeve
Pág.Página 20
Página 0022:
I SÉRIE — NÚMERO 39 22 problema — e isto não foi dito — é que, com es
Pág.Página 22
Página 0023:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 23 Aplausos do PDS e do CDS-PP. Vozes do PCP:
Pág.Página 23
Página 0025:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 25 Entretanto, assumiu a presidência o Sr. Vice-Presi
Pág.Página 25
Página 0026:
I SÉRIE — NÚMERO 39 26 Não há dúvida de que, apesar de Portugal se en
Pág.Página 26
Página 0027:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 27 E um desses gráficos revela-nos que até 2015 — não é 2013
Pág.Página 27
Página 0028:
I SÉRIE — NÚMERO 39 28 A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): —
Pág.Página 28
Página 0033:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 33 Governo a encara, bem pelo contrário, e não somos só nós
Pág.Página 33
Página 0034:
I SÉRIE — NÚMERO 39 34 ou seja, sabia-se antecipadamente que ia ser u
Pág.Página 34
Página 0035:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 35 Como estava a dizer, não há dúvida, Sr. Deputado Miguel F
Pág.Página 35
Página 0040:
I SÉRIE — NÚMERO 39 40 casa vão gritando para a televisão e vão dizen
Pág.Página 40
Página 0042:
I SÉRIE — NÚMERO 39 42 E é justamente isso que se pretende no plano d
Pág.Página 42
Página 0043:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 43 O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr.ª Deputada Ana Drago
Pág.Página 43
Página 0047:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 47 Queria perguntar-lhe como pensa que podemos contribuir pa
Pág.Página 47
Página 0048:
I SÉRIE — NÚMERO 39 48 percebem essa necessidade, não discutiram dema
Pág.Página 48
Página 0049:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 49 que temos é ainda imperfeita — referi-me a isso ontem mes
Pág.Página 49
Página 0050:
I SÉRIE — NÚMERO 39 50 A Sr.ª Presidente: — Presumo que a Câmara não
Pág.Página 50