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I SÉRIE — NÚMERO 39

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E é justamente isso que se pretende no plano das redes externas: fazer a integração nas nossas

embaixadas dos serviços que estão disponíveis quer no turismo quer, sobretudo, ao nível da economia, e

garantir, via Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que essa articulação é

feita com todos os departamentos do Estado mas, sobretudo, com todas as empresas portuguesas.

Esse processo — porque é de um processo que se trata, não é apenas de uma reestruturação orgânica, de

saber quem tutela, que serviços é que existem — é conduzido pelo Primeiro-Ministro, através do Conselho

Estratégico de Internacionalização da Economia, que junta exactamente interlocutores directos do Governo, ao

nível dos Ministros e do Primeiro-Ministro, e representantes das associações, das empresas representativas

em Portugal, que possam garantir que remaremos todos para o mesmo lado não só do ponto de vista da

captação do investimento, mas também da projecção da capacidade económica de Portugal no exterior.

A Sr.ª Deputada Teresa Caeiro falou sobre a política do medicamento.

Sr.ª Deputada, sobre aquilo que já foi feito, revejo-me no recenseamento que fez, porque, evidentemente,

anotou os resultados das decisões que tomámos.

À sua pergunta concreta sobre uma ainda maior racionalização do lado da política do medicamento e, em

particular, da criação das unidoses, tenho a dizer-lhe que o Programa do Governo é claro nessa matéria e o

Ministro da Saúde assumiu o compromisso, como não poderia deixar de ser, de executar o Programa do

Governo, pelo que apresentará proximamente ao Governo uma proposta que visa inovar nesta matéria e

provocar — não temos dúvidas nenhumas sobre isso — impactos muito positivos na forma como podemos

poupar não apenas dinheiro ao Estado mas também poupar na atitude de consumo que os próprios

utilizadores de medicamentos têm.

Vozes do PSD e do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — O Sr. Deputado António Filipe fez imensas citações…

O Sr. António Filipe (PCP): — Todas suas!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Ó Sr. Deputado, tenho muito gosto em que me continue a citar as vezes que

forem necessárias…

Há uma coisa que o Sr. Deputado saberá da minha parte: é que quando apresento o Programa do Governo

não faço exercícios de optimismo exagerado, nem de ocultação.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Claro… Só na campanha…!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Foi justamente quando apresentei o Programa do Governo, nesta Assembleia,

que referi as medidas mais difíceis, as que senti que era indispensável comunicar ao País.

Quando, antes da apresentação do Orçamento do Estado, me dirigi ao País a referir as medidas relevantes

que deveriam ser tomadas também não mandei emissários!

Protestos do Deputado do PCP Miguel Tiago.

Sr. Deputado, não é uma ficção que quero criar como Chefe de Governo; quero, sim, encarar a realidade e

responder-lhe na medida da confiança que os portugueses em mim depositaram.

O Sr. António Filipe (PCP): — Com base no que citei!…

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Deputado, deixe que os portugueses possam ajuizar sobre o nível de

cumprimento do meu mandato e a execução do mesmo, como, segura e democraticamente, aguardará.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. António Filipe (PCP): — Quer dizer que a campanha eleitoral é para aldrabar?!…

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