O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

11 DE NOVEMBRO DE 2011

9

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Por ser um Orçamento realista, equilibrado e robusto, é também o salvo-conduto da economia portuguesa

durante estes tempos de intempérie internacional. A situação europeia e internacional é muito delicada e

adversa para nós, mas temos de nos concentrar em fazer bem, e a tempo, tudo o que depende do nosso

esforço, da nossa competência e da nossa resolução.

Por ser um Orçamento integrado numa estratégia de médio prazo e de consolidação orçamental, com

redução da despesa pública, é também a afirmação inequívoca da democracia portuguesa de que nunca mais

poderemos voltar a tentar os perigos que hoje nos ameaçam. Nunca mais a nossa democracia deverá deixar-

se seduzir pelo encanto enganador da dívida, que acaba por se converter no grito de um tirano cruel.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Assim, de acordo com o que está previsto no Documento de Estratégia

Orçamental, caminharemos rapidamente para um saldo primário positivo consistente e reduziremos, até ao

final da Legislatura, o nível de despesa pública, em percentagem do Produto, para valores da ordem dos 43%

— uma redução sem precedentes na História recente.

Sr.ª Presidente da Assembleia da República, Sr.as

e Srs. Deputados: Trata-se de uma proposta de

Orçamento muito exigente. E é exigente para com todos: para com os contribuintes, para com os

trabalhadores das administrações públicas, para com os trabalhadores do sector privado, para com os

profissionais da saúde, da educação e da segurança social, para com os utentes do Serviço Nacional de

Saúde e para com os pensionistas. Mas é também exigente para com as instituições do Estado, para com os

parceiros sociais, para com as empresas, para com as escolas e universidades.

Nem por um momento perdemos de vista o peso dos sacrifícios que são pedidos a todos os portugueses;

nem por um momento perdemos de vista o sofrimento que as nossas agruras colectivas estão, há já algum

tempo, a provocar nas vidas de cada um; nem por um momento desvalorizamos a importância da coesão

social.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Mas é precisamente este Orçamento, por ser uma etapa inicial de uma

estratégia de abertura e desenvolvimento da sociedade portuguesa, que dará uma razão e um sentido a esses

sacrifícios.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Além disso, os sacrifícios pedidos aos portugueses não se compadecem com

outra conduta dos agentes políticos, e do Governo em particular, que não seja a prossecução do interesse

comum. É a esse interesse comum que os interesses particulares, independentemente da sua voz e do seu

poder, se têm de acomodar, vinculando-se às mesmas regras que todos os outros, cumprindo as mesmas

obrigações que todos os outros, assumindo as mesmas responsabilidades que todos os outros.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Este Orçamento responde à exigência de curto prazo e às necessidades de médio prazo e a natureza dos

problemas a que responde não admite hesitações nem desvios.

O Governo comprometeu-se, desde o início, com o diálogo construtivo entre todos, a começar pelos

partidos da oposição. Está, portanto, aberto a todas as ideias e propostas que aperfeiçoem a lei do

Orçamento, desde que respeitem os condicionalismos que o enquadram.

Vozes do PSD: — Muito bem!

Páginas Relacionadas
Página 0008:
I SÉRIE — NÚMERO 39 8 Pausa. Não havendo pedidos de pal
Pág.Página 8
Página 0010:
I SÉRIE — NÚMERO 39 10 O Sr. Primeiro-Ministro: — O Governo nã
Pág.Página 10
Página 0011:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 11 Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero ins
Pág.Página 11
Página 0012:
I SÉRIE — NÚMERO 39 12 pensão aos reformados, em Portugal. Nós consid
Pág.Página 12
Página 0013:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 13 Dir-me-á o Sr. Deputado: «mas ouça quantas pessoas se que
Pág.Página 13
Página 0014:
I SÉRIE — NÚMERO 39 14 O Sr. Primeiro-Ministro: — … mas para garantir
Pág.Página 14
Página 0016:
I SÉRIE — NÚMERO 39 16 Há um ano, como o senhor disse inicialm
Pág.Página 16
Página 0017:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 17 de excesso de despesa do Estado para que eles possam real
Pág.Página 17
Página 0019:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 19 O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Por isso, este Orçamento
Pág.Página 19
Página 0020:
I SÉRIE — NÚMERO 39 20 O Sr. Honório Novo (PCP): — O Belmiro de Azeve
Pág.Página 20
Página 0022:
I SÉRIE — NÚMERO 39 22 problema — e isto não foi dito — é que, com es
Pág.Página 22
Página 0023:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 23 Aplausos do PDS e do CDS-PP. Vozes do PCP:
Pág.Página 23
Página 0025:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 25 Entretanto, assumiu a presidência o Sr. Vice-Presi
Pág.Página 25
Página 0026:
I SÉRIE — NÚMERO 39 26 Não há dúvida de que, apesar de Portugal se en
Pág.Página 26
Página 0027:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 27 E um desses gráficos revela-nos que até 2015 — não é 2013
Pág.Página 27
Página 0028:
I SÉRIE — NÚMERO 39 28 A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): —
Pág.Página 28
Página 0033:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 33 Governo a encara, bem pelo contrário, e não somos só nós
Pág.Página 33
Página 0034:
I SÉRIE — NÚMERO 39 34 ou seja, sabia-se antecipadamente que ia ser u
Pág.Página 34
Página 0035:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 35 Como estava a dizer, não há dúvida, Sr. Deputado Miguel F
Pág.Página 35
Página 0040:
I SÉRIE — NÚMERO 39 40 casa vão gritando para a televisão e vão dizen
Pág.Página 40
Página 0041:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 41 O Sr. Honório Novo (PCP): — Não perca tempo com aquilo qu
Pág.Página 41
Página 0042:
I SÉRIE — NÚMERO 39 42 E é justamente isso que se pretende no plano d
Pág.Página 42
Página 0043:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 43 O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr.ª Deputada Ana Drago
Pág.Página 43
Página 0047:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 47 Queria perguntar-lhe como pensa que podemos contribuir pa
Pág.Página 47
Página 0048:
I SÉRIE — NÚMERO 39 48 percebem essa necessidade, não discutiram dema
Pág.Página 48
Página 0049:
11 DE NOVEMBRO DE 2011 49 que temos é ainda imperfeita — referi-me a isso ontem mes
Pág.Página 49
Página 0050:
I SÉRIE — NÚMERO 39 50 A Sr.ª Presidente: — Presumo que a Câmara não
Pág.Página 50