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6 DE JANEIRO DE 2012

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A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Arriscaria mesmo dizer que este Governo fez mais em seis meses pelo

esclarecimento das populações e por todo este processo da televisão digital terrestre em Portugal do que o

governo socialista fez ao longo de quatro anos.

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Fala-se agora no adiamento do apagão. O Sr. Ministro Miguel Relvas

não excluiu essa hipótese no início e muniu-se de toda a informação necessária à tomada de decisão. Mas,

pergunto: teremos todos consciência das implicações e dos custos deste adiamento? Teremos todos

consciência de que este adiamento só será possível por alguns meses, ou seja, até dezembro, e se as

vantagens deste adiamento seriam superiores aos prejuízos que este adiamento nos traria, sabendo-se que só

poderia ser feito até dezembro?

Outros vêm agora falar da problemática das «zonas sombra» e da introdução de mais canais no serviço de

TDT. É caso para dizer: esta preocupação é que é, de facto, intempestiva e de má consciência.

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Mas não nos ficamos pelo «nós bem avisámos!». Nós não baixamos os

braços e continuamos tão ou mais preocupados do que estávamos na altura e estamos, sobretudo, de

consciência tranquila, porque tudo fizemos para alertar para o curso dos acontecimentos.

Hoje apresentaremos um projeto de resolução e estamos a fazer o que é possível, com determinação, ao

lado das populações e ao lado da televisão gratuita em Portugal, mas não podemos branquear a história. E se

chegámos onde chegámos foi porque alguém assim o permitiu e o responsável todos nós sabemos quem é.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Lá isso é verdade!

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Vamos, então, todos, tentar recuperar o tempo perdido.

Para terminar, queria apenas dizer, Sr.ª Presidente, que não deixa de ser irónico que os que se arrogam de

arautos da defesa do serviço público de televisão sejam os mesmos que consentiram que a situação chegasse

onde chegou, originando que alguns portugueses ficassem sem televisão nenhuma.

Aplausos do PSD.

São ironias das agendas partidárias e dos oportunismos políticos!

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Carla Rodrigues (PSD): — Srs. Deputados, estamos confiantes de que este Governo não o

permitirá e que até abril serão tomadas medidas na defesa da televisão gratuita em Portugal.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Também para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Inês de Medeiros.

A Sr.ª Inês de Medeiros (PS): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Deputados: Devo dizer

que a intervenção do Sr. Ministro descansou-me no sentido de que íamos ter um debate com alguma

qualidade, deixando de lado as querelas políticas para tratar dos assuntos que interessam aos portugueses.

Mas a intervenção da Sr.ª Deputada Carla Rodrigues veio distorcer um pouco o tom inicial, pelo que, espero,

nesta intervenção, retomar alguma coerência.

Começo por relembrar a importância da passagem do sinal analógico para o sinal digital e o que é que isto

significa em termos de melhoria não só de qualidade de imagem e de som para todos os utilizadores de

televisão, como também para o enriquecimento na oferta e na variedade dos conteúdos televisivos e outros,

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