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21 DE JANEIRO DE 2012

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Dirão alguns que essas mudanças são inevitáveis, mas não são desejáveis. Outros dirão que há múltiplas

maneiras de concretizar os objetivos que se encontravam nesse compromisso. Não podemos, como forças

políticas, negociar todas em simultâneo, mas, quando se faz um compromisso tripartido, aqueles que

assumem a responsabilidade pelo resultado da negociação são os que, em primeira instância, melhor podem

avaliar entre o que cederam e o resultado positivo a que chegaram para que se tornasse importante a

assinatura do próprio acordo.

Vozes do PSD e do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Ora, é essa disponibilidade que hoje quero enaltecer como chefe do Governo,

mas também como alguém que está preocupado, mais do que com o sucesso do seu Governo, com o sucesso

que o País precisa de obter para poder vingar neste tempo de adversidades.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Quero, portanto, deixar uma nota de grande apreço e respeito pelo nível de responsabilidade com este

compromisso que foi evidenciado por todos os parceiros sociais.

Vozes do PSD e do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Quero também, uma vez mais, realçar a relevância que o Governo atribui à

discreta, mas importante, intervenção que o Sr. Presidente da República teve para que pudéssemos ter

alcançado este acordo, que é importante para Portugal, mais do que para o Governo.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Em segundo lugar, quero dar nota de que estamos a atravessar, realmente, um momento crítico nesta

altura.

Temos tido uma boa avaliação do nível de concretização do Memorando de Entendimento. Obtivemos, do

ponto de vista do que já foi evidenciado pelo Relatório do Banco de Portugal, resultados importantes. O nosso

compromisso com a disciplina fiscal, com a estabilização financeira, com o aumento do produto nacional, com

o desempenho de toda a nossa conta externa evidenciam, pela primeira vez, um resultado extremamente

positivo na correção do desequilíbrio externo e tudo aponta para que este ano se possa vir a atingir, mesmo

em clima de adversidade, um excedente comercial, coisa que Portugal não conhece há várias dezenas de

anos.

Apesar de tudo isto, ainda pudemos observar, na sequência de notícias mais problemáticas que nos

chegaram, quer da Grécia quer de uma agência de notação, o clima de instabilidade e de insegurança que se

gerou na opinião pública internacional a propósito do destino da Europa e também do destino português.

Ora, é justamente por isso, Sr.as

e Srs. Deputados, que quero concluir dizendo que, num tempo de

adversidade como o que estamos a enfrentar, se não soubermos valorizar aquilo que é o nosso espaço de

compromisso com a mudança que nos possa conduzir a um registo de crescimento e de criação de emprego,

como desejamos, se não valorizarmos o melhor que temos de entre nós e a capacidade para encontrar

compromissos em torno destes objetivos, ficaremos muito mais à mercê de tudo aquilo que é a adversidade

externa do que desejaríamos.

Por fim, para não desrespeitar o pedido que a Sr.ª Presidente fez no início, apenas direi, Sr.as

e Srs.

Deputados, que estou convencido de que a maioria dos portugueses quer lutar não para que Portugal caia em

face da adversidade externa, mas para que possa vencer mesmo no seio da adversidade que hoje em dia nos

vem exteriormente e com más notícias como aquelas com que temos sido brindados.

Depende de nós a maneira como soubermos reerguer-nos no processo de reconstrução que estamos a

fazer.

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