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I SÉRIE — NÚMERO 67

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Pergunta-se pelas obras, ou porque não deixam fazer as obras sem custos para o Estado, nas atuais

instalações, e o Ministério da Saúde responde zero!

Pergunta-se sobre os problemas de salubridade que existem nessas instalações e o Ministério da Saúde

continua a responder zero!

Isto é: a resposta do Ministério da Saúde aos quesitos da Comissão de Utentes foi nada!

Ora, eu gostaria que do debate resultasse, pelo menos, a garantia de diálogo a sério, e não a fazer de

conta, com a Comissão de Utentes e as juntas de freguesia, e que não fossem reduzidos ou eliminados, mas,

sim, melhorados, os atuais cuidados de saúde, prestados hoje às populações de Telhado, Portela, Vale de

São Cosme, São Tiago da Cruz e parte de Vale de São Martinho.

Aplausos do PCP.

A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Tem a palavra o Sr. Deputado João Semedo.

O Sr. João Semedo (BE): — Sr.ª Presidente, as minhas primeiras palavras são para saudar todos os

peticionários, não apenas pelo esforço que fizeram para estar aqui a assistir ao debate da petição que

subscreveram, mas também pela determinação e pelo empenhamento que têm demonstrado ao longo do

tempo em defesa do acesso e da qualidade dos serviços de saúde que servem a população de Vale de São

Cosme.

Vivemos um tempo de razia do Serviço Nacional de Saúde às mãos do Governo: fecham extensões,

fecham serviços e urgências hospitalares, fecham serviços de atendimento permanente, fecham consultas; é

cada vez mais difícil ser atendido a tempo e horas quando se adoece; espera-se cada vez mais quando se

recorre a um serviço de urgência…

Este é o resultado da política do Governo, mas aquilo que se anuncia para o futuro é bem mais

preocupante ainda do que aquilo que acabei de descrever.

Por isso é que acho que é fantástico que o Sr. Deputado do PSD nos tenha vindo dizer que hoje é «o

tempo de decidir»… E o que nós queremos saber é se decidem a favor dos peticionários ou contra, uma vez

que tudo aquilo que o seu Governo anuncia e tem feito é contra os objetivos e interesses dos peticionários.

Nunca há dinheiro, nunca há profissionais, mas os portugueses — e seguramente os peticionários também —

questionam-se acerca do que é feito do dinheiro dos impostos que todos os anos pagam. O que é feito desse

dinheiro? É porque os portugueses pagam impostos para terem bons serviços públicos e bons serviços

públicos não são serviços que estão sempre a fechar a pretexto de qualquer argumento, escolhendo aquele

que está mais à mão do governante de serviço! Isso não é sério!

Nós dizemos que há poupanças possíveis no Serviço Nacional de Saúde, que permitiriam melhor acesso,

melhor qualidade, novas instalações — e não nos referimos apenas àquilo que é reclamado pelos

peticionários… O Serviço Nacional de Saúde, hoje, vive mal pelo subfinanciamento a que tem sido sujeito e

por muito desperdício, entre o qual estão os milhões e milhões e milhões que este Governo, tal como o

anterior, gastou de uma forma inútil e ineficaz nas parcerias público-privadas.

Portanto, é verdade, Sr. Deputado do PSD, é preciso decidir; mas o que distingue o Bloco de Esquerda do

PSD é que nós decidíamos a favor dos peticionários e os senhores decidiam contra eles, como é habitual.

Aplausos do BE.

A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Sá.

O Sr. Nuno Sá (PS): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: Em primeiro lugar, quero dirigir uma saudação

especial em nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista aos peticionários, muitos deles presentes hoje

nesta Câmara.

O Partido Socialista reafirma a importância da rede de cuidados primários que esperamos que o Governo

prossiga e concretize. A política de cuidados de saúde primários é uma referência, é uma matriz do Partido

Socialista, pela qual tudo faremos, hoje como sempre!

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