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I SÉRIE — NÚMERO 75

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A Sr.ª Ana Drago (BE): — E é esse o debate que temos de ter para falar verdadeiramente das decisões

que afetam a vida dos estudantes, mas das decisões que afetam todo um País.

Muito obrigada pela tolerância, Sr. Presidente.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente (António Filipe): — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Adolfo Mesquita

Nunes.

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.a Deputada Ana Drago, muito obrigado

pelas questões que me colocou, que foram muitas, e às quais vou tentar responder.

Em primeiro lugar, começo por registar, relativamente ao projeto de resolução ou, pelo menos, aos

princípios do projeto de resolução que o CDS apresentará, que quer o Partido Socialista quer o Bloco de

Esquerda manifestaram disponibilidade para viabilizar esse intuito de transparência.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Estamos, evidentemente, disponíveis para, quer da parte dos

critérios quer da parte das metodologias, encontrar o melhor projeto de resolução possível.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Falou, e concordo, no esforço que gerações e gerações

fizeram quer por parte das pessoas, das famílias, quer por parte dos políticos, no sentido de dotar o País de

uma geração mais qualificada.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Mas há uma peça-chave que falta neste esforço e que pode

ser dada, com este projeto de resolução, se o Governo ficar recomendado pela Assembleia, no sentido que

pretendemos: é o de que essas escolhas sejam cada vez mais informadas e cada vez mais conscientes.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Repare que não lhe digo, nem posso dizer-lhe, que a escolha,

por ser mais informada ou por ser mais consciente, é uma escolha imune ao risco. Como disse há pouco, uma

escolha, hoje, pode estar corretíssima e, 10 anos depois, não estar.

Vozes do CDS-PP: — Exatamente!

O Sr. Adolfo Mesquita Nunes (CDS-PP): — Não poderemos assegurar isso… E a mesma coisa quanto ao

inverso.

A única coisa que quero tentar trazer, que nos falta, ainda, e falta aos candidatos ao ensino superior, é

mais informação. Por conseguinte, não estamos a falar de outros problemas que o Governo reconhece (e eu

próprio na minha intervenção tive a oportunidade de dizer que há outros problemas), que são muitos e que

temos de resolver, que é o caso, por exemplo, da ação social, que o próprio Governo já reconheceu.

Também estou ciente de que muitas das escolhas que os alunos fazem são motivadas por razões

económicas ou familiares. Não neguei isso; disse, aliás, na minha intervenção que parte da decisão tem a ver

com isto. Mas também não posso negar que as universidades, elas próprias, dizem que a escolha que está em

causa na desistência da frequência do ensino superior, muitas das vezes, não é motivada pelas questões

económicas, mas pelo desagrado relativamente ao curso. Vejo, por exemplo, no jornal Público, a Vice-Reitora

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