3 DE MARÇO DE 2012
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A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, está em apreciação.
Pausa.
Não havendo pedidos de palavra, vamos votar.
Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.
Concluímos as votações e, com isto, a nossa ordem de trabalhos de hoje.
A próxima sessão plenária realiza-se na quarta-feira, dia 7, com início às 15 horas, tendo como ordem do
dia o debate quinzenal com o Primeiro-Ministro.
Desejo um bom fim de semana a todos, aos Srs. Deputados, aos Srs. Jornalistas e aos restantes
presentes.
Está encerrada a sessão.
Eram 12 horas e 31 minutos.
Declarações de voto enviadas à Mesa, para publicação
Relativa aos projetos de resolução n.os
219, 224, 231 e 235/XII (1.ª):
Na sessão plenária do dia 2 de março de 2012 votámos contra diversos projetos de resolução, que
passamos a identificar: 219/XII (1.ª), do PS; 224/XII (1.ª), do BE; 231/XII (1.ª), do PCP, e 235/XII (1.ª), de Os
Verdes, e que versavam, grosso modo, sobre o funcionamento do Programa e dos Centros Novas
Oportunidades.
Não concordamos com o exposto em nenhum dos projetos de resolução, daí o nosso voto contrário.
Contudo, reconhecemos mérito ao procedimento ou metodologia RVCC (Reconhecimento, Validação e
Certificação de Competências) que Portugal adotou há mais de uma década e que permitiu escolarizar muitos
adultos portugueses. Curiosamente, o projeto de resolução apresentado pelo PS apenas se refere ao período
de 2005 até ao presente, dando tanta ênfase ao programa ou Iniciativa Novas Oportunidades, que uma
primeira leitura incauta ou desconhecedora poderia levar a pensar que só a partir de 2005 se cumpriu com a
obrigação pública de educar adultos não escolarizados.
Queremos, com esta declaração, tão-somente ressalvar o nosso apreço metodológico pelos fundamentos
do que em 2005 se rebatizou Novas Oportunidades, o RVCC, mas é nossa firme convicção, exposta em
diversos locais, que a atual rede, a ênfase na escolarização sem a concomitante qualificação profissional e o
custo do programa merecem cuidadosa revisão que não se compadece com a definição stricto sensu do
reforço do mesmo, nem com argumentação de manutenção, sem redefinição de funções, objetivos ou
orientações, dos postos de trabalho dos técnicos e outro pessoal que trabalham nesta área.
Os adultos portugueses, referindo-nos agora ao Eixo Adultos — Iniciativa Novas Oportunidades, merecem
que o programa se faça de forma diferente, que o mesmo se reinvente. A sua manutenção ou reforço, sem
mais, não é do interesse público.
A um programa de «varrimento quasi-unidimensional», como foi até 2011 o programa Novas
Oportunidades, que teve alguns méritos ainda que sobre estes méritos alguns levantem dúvidas, deverá
seguir-se também, atendendo à situação do País, um programa mais seletivo e mais orientado para a
qualificação profissional e para a empregabilidade dos públicos ainda pouco escolarizados.
Fica justificado o nosso voto e ficam expostos os motivos desta nossa declaração de voto.
Os Deputados do PSD, José Manuel Canavarro — Maria da Conceição Caldeira.
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