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8 DE MARÇO DE 2012

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Risos do PSD e do CDS-PP.

Compreendo-o bem, mas devo dizer-lhe o seguinte: terei todo o gosto aqui, nesta Assembleia, no espaço

público que quiser (numa televisão ou numa rádio), em realizar um debate público consigo para

confrontarmos…

Aplausos do PS.

… a nossa coerência política, Sr. Primeiro-Ministro, para verificarmos as suas e as minhas propostas no

passado e para verificarmos quem é coerente e quem é incoerente. É que não fui eu que, para ganhar

eleições, disse que nunca iria cortar o subsídio de férias e o subsídio de Natal aos portugueses! Não fui eu, Sr.

Primeiro-Ministro, foi o senhor!

Aplausos do PS.

Não fui eu que disse que nunca me desculparia com o passado, Sr. Primeiro-Ministro, foi o senhor, que

outra coisa não faz do que desculpar-se com o passado.

Aplausos do PS.

Mas quero voltar aos problemas concretos dos portugueses, das empresas portuguesas. E, num momento

de dificuldade da nossa economia, fruto da sua política recessiva, que está a mandar para a falência imensas

empresas em Portugal, quero falar-lhe do QREN. Não lhe quero falar do Ministro das Finanças e muito menos

do Ministro da Economia, até porque o senhor anda à procura de um há mais de oito meses.

Aplausos do PS.

Do que lhe quero falar é da paralisia dos fundos comunitários, do que lhe quero falar é da falta de

aprovação de candidaturas que ajudem a dinamizar a nossa economia, que ajudem a preservar postos de

trabalho, que ajudem a criar emprego. E quero, desde já, anunciar-lhe que o Partido Socialista entregará hoje

mesmo um pedido potestativo para um debate de urgência, nesta Câmara, sobre a aplicação dos fundos

estruturais no nosso País.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr.ª Presidente, Sr. Deputado António José Seguro, já vimos a pergunta do

Partido Socialista, a propósito dos fundos estruturais e do QREN, e posso responder-lhe já, Sr. Deputado. A

pergunta era esta: «quem é o Ministro responsável pelo QREN?». Sr. Deputado, informo-o já: é o Ministro da

Economia.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Quanto ao seu pedido para um debate público, Sr. Deputado, estamos num

debate público. Não sei se se deu conta disso!?

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

É verdade! Estamos num debate público e, portanto, Sr. Deputado, os portugueses, se quiserem e

puderem, assistem, em direto, a este debate público. E, neste debate público, Sr. Deputado, fica bem marcado

que entre a facilidade e a determinação e exigência há uma diferença muito grande.