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29 DE MARÇO DE 2012

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(sobretudo, tinto), principalmente às refeições e consumo elevado de peixe. É bom recordar que Portugal é o

terceiro maior consumidor, a nível mundial, de peixe.

Não obstante ser uma tradição muito viva, a dieta mediterrânica corre o risco de perder a sua importância

histórica, cultural, económica e social. É que a alimentação rápida, a padronização de hábitos alimentares e a

agressividade da publicidade a outros produtos torna, hoje, essencial, para todos e por todos os meios,

promover a dieta mediterrânica e preservar as suas características alimentares equilibradas e saudáveis.

A dieta mediterrânica pode também ser uma poderosa ferramenta de promoção dos produtos portugueses,

entre outros, e sobretudo, o azeite, o vinho, o peixe, as frutas e os hortícolas, promovendo também, e

simultaneamente, o turismo, o comércio, a restauração, a saúde, a educação e a cultura, em torno da fileira

agroalimentar.

A salvaguarda da dieta mediterrânica é de grande interesse para a notoriedade e promoção internacional

de Portugal, como um destino que prossegue elevados padrões de desenvolvimento sustentável e de

preservação do seu relevante património social, económico, histórico, gastronómico, ecológico e ambiental.

Com a candidatura de Portugal à dieta mediterrânica incluída na Lista Representativa do Património

Imaterial da Humanidade, os produtores de alimentos verão os seus produtos serem valorizados, com

benefício também para a saúde, o turismo, a economia e a gastronomia do País.

É por tudo isto, e muito mais, que o CDS propõe a todas e a todos Srs. Deputados que saúdem a

candidatura de Portugal à dieta mediterrânica incluída na Lista Representativa do Património Imaterial da

Humanidade, que será apresentada, ainda nesta semana, junto da UNESCO.

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

Entretanto, reassumiu a presidência o Sr. Vice-Presidente Ferro Rodrigues.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado João Semedo.

O Sr. João Semedo (BE): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: Sobre a dieta mediterrânica não é

preciso dizer mais nada, pois o Sr. Deputado Abel Baptista já esgotou o assunto. E acho que, quem tenha

tomado atenção, aprendeu e ficou a saber (se ainda não sabia) o que é exatamente a dieta.

Quero começar por exprimir o apoio político do Bloco de Esquerda quer ao projeto de resolução, quer à

candidatura de Portugal à dieta mediterrânica.

Fazemo-lo sem qualquer reserva, fazemo-lo com convicção, embora lamentemos que, no texto que hoje

nos é proposto, haja um conjunto de referências que, do nosso ponto de vista, são insuficientes. É importante

sublinhar a importância dessa consagração no domínio do turismo, da agricultura e também da restauração,

mas era preciso ter uma conceção diferente desta candidatura e deste movimento.

O que pretendíamos — e a nossa intervenção vai nesse sentido — era que esta candidatura servisse de

âncora a uma mudança significativa dos hábitos alimentares dos próprios portugueses. Não basta a

consagração da dieta mediterrânica, não basta a inclusão de Portugal nessa lista, era preciso que tudo isto

significasse um contributo efetivo para a mudança de hábitos alimentares dos portugueses.

Não quero regressar à discussão que tivemos aqui, há duas ou três semanas, sobre os problemas da

nutrição, mas lembro-me bem dessa discussão, quando todas as bancadas foram unânimes em reconhecer

como estamos muito longe de ter hábitos alimentares saudáveis, em Portugal.

Quero também dizer que há dois aspetos que receamos nesta candidatura. A primeira é que, na sequência

dela, o resultado mais palpável seja o aumento em flecha dos preços dos produtos fundamentais que

constituem a dieta. É sempre assim: quando alguma coisa ganha consagração, se não se tomam medidas que

equilibrem esses efeitos, o que pode vir a acontecer é que todos estes produtos disparem no seu preço e se

tornem de acesso mais difícil a muitos portugueses, num momento em que, como todos sabemos, os

portugueses têm dificuldade em adquirir os seus próprios bens alimentares.

Por último, quero dizer que esperamos que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que tem um papel

importantíssimo nesta campanha e nesta promoção, não se distraia demasiado com a diplomacia económica e

olhe também para esta candidatura, porque dela podem resultar contributos positivos quer para o País quer

para os hábitos alimentares dos portugueses.

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