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I SÉRIE — NÚMERO 89

52

Assim sendo, esperamos que o Ministro Paulo Portas não se distraia nos negócios da diplomacia

económica e olhe também para esta candidatura com os olhos e com a atenção que ela merece.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Cristóvão

Norte.

O Sr. Cristóvão Norte (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: O projeto de resolução hoje aqui

em discussão reveste-se de particular significado, já que faz apelo à valorização das nossas tradições

ancestrais e reconhece o papel dinamizador que este acervo patrimonial pode ter no relançamento do setor

primário, em particular num tempo em que se redescobre a nossa vocação marítima e se recentram energias

na recuperação do nosso tecido agrícola.

A dieta mediterrânica, como, aliás, foi dito, para além de uma manifestação cultural fortemente enraizada

nos hábitos da nossa população, emerge como um documento essencial da nossa identidade e do cruzamento

secular de civilizações, constituindo o paradigma de uma alimentação equilibrada e saudável graças à

abundância e diversidade de produtos de origem vegetal, ao consumo moderado de carne e gorduras animais

e ao consumo de azeite e vinho tinto, ingredientes de excecional qualidade, cada vez mais reconhecidos nos

mercados, que podem ser uma das alavancas da nossa gastronomia e contribuir decisivamente para a

dinamização do mercado interno e das exportações.

Esta afirmação é certificada por diversos estudos científicos produzidos que dão conta do seu carácter

protetor face às doenças coronárias, da menor incidência de cancro nos seus consumidores, do papel decisivo

que desempenha na prevenção de patologias como a diabetes tipo 2, a osteoporose e a hipertensão, em

síntese, da menor taxa de mortalidade por doenças coronárias que se regista nas populações que observam a

dieta mediterrânica nos seus hábitos alimentares, o que é um facto de indiscutível relevo para a salvaguarda

da saúde dos portugueses.

Por isso, esta candidatura não é despicienda, já que a inclusão de Portugal na lista de países pertencentes

à dieta mediterrânica, Património Imaterial da Humanidade, pode bem constituir, como, aliás, já foi

referenciado, um notável e valioso apelo e auxílio para que os portugueses, mais aptos a reconhecerem os

benefícios desta dieta, reponderem alguns dos seus hábitos alimentares — hoje, cada vez mais consolidados

no fast food —, no sentido de promover a sua saúde, o seu bem-estar, e dando também, desta forma, um

inestimável contributo para que a base produtiva nacional se robusteça e se atenue a servidão alimentar

externa de que cronicamente temos padecido.

A dieta mediterrânica é uma vantagem comparativa para Portugal. Como tal, deve ser valorizada e

justamente difundida. Também no turismo, e de forma marcante no Algarve, a componente alimentar e

gastronómica diferencia a excelência da oferta turística, certifica a identidade do destino — fator cada vez mais

essencial num quadro de concorrência voraz — e diversifica o manancial de experiências que o visitante pode

obter, concorrendo para que a matriz de consumos alimentares seja orientada para a produção nacional e,

dessa forma, reforçando a nossa competitividade e contribuindo para que o sector primário emerja como umas

forças motrizes da economia.

Por isso, saudamos esta iniciativa e, da nossa parte, não regatearemos esforços e empenho para que esta

candidatura seja coroada de êxito e se acrescente esta decisão ao acervo patrimonial do nosso País.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Miguel

Freitas.

O Sr. Miguel Freitas (PS): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: Eis uma iniciativa em que se

reconhece a capacidade mobilizadora da sociedade civil, a capacidade de trabalho das instituições científicas

e administrativas portuguesas, o mérito da vontade política e do sentido de continuidade entre o governo

anterior e este Governo para concretizar um desígnio nacional!

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