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I SÉRIE — NÚMERO 89

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medidas que agravam brutalmente as condições de vida dos portugueses através do roubo dos salários e

pensões, da redução das prestações sociais e do aumento do preço dos bens essenciais.

Aliás, o facto de muitas famílias portuguesas adquirirem hoje produtos de menor qualidade, mais pobres

ou, então, recorrerem ao fast food, dinamizado por campanhas publicitárias bastante fortes, revela exatamente

as dificuldades que sentem no seu dia a dia.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Muito bem!

A Sr.ª Paula Santos (PCP): — A produção nacional assume uma particular importância nesta candidatura.

A base da dieta mediterrânica em Portugal é composta pelos nossos produtos oriundos da agricultura e da

pesca, como o azeite, as frutas, os frutos secos, os hortícolas, os legumes, os cereais e os seus derivados e o

peixe. Portanto, apostar na produção nacional é estratégico.

Esta candidatura revela, assim, as enormes riquezas e a potencialidade dos nossos recursos naturais e

para que o PCP há muito tem vindo a alertar.

No entanto, nas últimas décadas, os sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS implementaram

políticas que conduziram à destruição da agricultura e das pescas, políticas que o atual Governo preconiza,

tornando o nosso País cada vez mais dependente das importações, ao invés de inverter a atual situação e

adotar uma política que apoie e desenvolva a produção nacional, como o PCP defende.

Pôr Portugal a produzir é absolutamente imprescindível para garantir a nossa soberania, independência e a

redução das importações. É imprescindível para criar riqueza e emprego.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Exatamente!

A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Mas é imprescindível também para salvaguardar os nossos produtos e

alimentos, como está demonstrado nesta candidatura da dieta mediterrânica, profundamente ligada às nossas

raízes e tradições culturais.

Defender esta candidatura, defender a dieta mediterrânica é defender a nossa cultura e a produção

nacional.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Tem a palavra, para uma segunda intervenção, embora já disponha

de pouco tempo, o Sr. Deputado Abel Baptista.

O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Sr. Presidente, vou ser muito breve, começando por agradecer todas as

intervenções que aqui foram feitas em torno deste projeto do CDS.

A candidatura está já em Paris, a recolher as assinaturas dos Srs. Embaixadores juntos da UNESCO.

Este processo foi liderado pelo Governo, através do Ministério da Agricultura, mas envolve também o

Ministério da Saúde, o Ministério da Economia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o município de

Tavira, bem como a Universidade do Algarve.

Sr. Deputado João Semedo, agradeço as palavras que nos dirigiu. É verdade o que referiu, ou seja, essa

campanha de sensibilização para a dieta mediterrânica e para os produtos portugueses irá ser feita de

seguida, após esta candidatura, pois esperamos que Portugal venha a ser incluído na lista.

Como é evidente, essa campanha será feita sobretudo por razões de saúde, mas também por razões de

economia nacional. Fazer uma promoção mais agressiva dos produtos nacionais é bom para todos, mas é

sobretudo bom para a economia das famílias, porque produzir e consumir o que é nosso normalmente é mais

barato, normalmente implica riqueza nacional, normalmente é mais saudável e normalmente tem vantagens

ambientais, porque a deslocação e a importação de produtos também tem custos ambientais exagerados.

Aplausos do CDS-PP.

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