O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 89

8

A Sr.ª Maria José Castelo Branco (PSD): — … e que se queria acabar e reduzir o ensino experimental,

mas ele foi reforçado. Denunciavam que os alunos com necessidades educativas especiais passariam a ser

sujeitos a provas iguais aos outros, mas isso não é verdade. Vão sempre inventando novos alvos, mesmo sem

fundamentação, optando por uma postura política de guerrilha e de discursos populistas.

Em prol da construção do projeto educativo que está em curso, por favor, mudem de modelo, porque este

está saturado,…

O Sr. Emídio Guerreiro (PSD): — Muito bem!

A Sr.ª Maria José Castelo Branco (PSD): — … e esta atuação destrutiva não se compadece com o

modelo e com aquilo que se objetiva e preconiza para os nossos jovens. Quais são as vossas propostas,

afinal? Quais são as vossas soluções para os problemas que tão bem sabem inventar e encontrar?

Não podemos também deixar de destacar a premência dos partidos que sustentam este Governo em

requerer a presença do atual Ministro da Educação e Ciência e das ex-Ministras da Educação, estas

responsáveis pelo descalabro de irresponsabilidade da Parque Escolar. Chegaram a chamar mentiroso ao

Ministro da Educação e, afinal, os números foram todos confirmados!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Ainda para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Drago.

A Sr.ª Ana Drago (BE): — Sr.ª Presidente, Sr. Deputado Michael Seufert, veio aqui, na sua intervenção,

clamar vitória para o CDS, e, de facto, tem toda a razão. Hoje, a agenda conservadora de seletividade social

do CDS triunfou como política educativa do Governo de coligação. Portanto, o CDS, que nos últimos anos tem

apresentado sucessivas propostas que mostram a nostalgia de um tempo em que no secundário só havia

alguns milhares de estudantes e em que a seletividade social no acesso aos níveis mais superiores de

educação começava bem cedo, aqui tem a sua vitória: o regresso ao tempo anterior ao 25 de Abril, o regresso

aos famosos exames de 4.ª classe. Só isso explica essa agenda conservadora de seletividade social, só isso

explica que a grande proposta trazida ontem pelo Sr. Ministro seja a realização de exames de 4.ª classe.

Sr. Deputado, olhando para o panorama europeu, para sistemas educativos de referência, como os da

Finlândia, da Áustria ou da Alemanha, e daquilo que se sabe dos sistemas educativos no espaço europeu,

devo dizer-lhe que não conheço nenhum sistema de referência que tenha um exame seletivo ao nível da 4.ª

classe, ou seja, que implique aprovação ou retenção de um aluno. Por isso, Sr. Deputado, há que explicar esta

opção.

O Sr. Deputado deu aqui uma explicação que, devo dizer, é absolutamente nova. Disse que o Governo

quer estes exames na 4.ª classe não para aferir conhecimentos mas para poder avaliar. Não sei se a Sr.ª

Deputada Maria José Castelo Branco, que é professora, percebeu bem as palavras do Sr. Deputado Michael

Seufert: o Governo, o CDS, o PSD e o Ministro Nuno Crato não confiam nos professores do 1.º ciclo para

fazerem a avaliação dos alunos que eles conhecem,…

Protestos do PSD.

… e, portanto, é necessário, para impor rigor e exigência, que estes exames venham de fora e que, por

isso, sejam cegos aos alunos que estão a avaliar. O Sr. Deputado não acha que são os professores que

acompanharam o percurso educativo de quatro anos daquelas crianças que podem avaliar os conhecimentos,

as potencialidades, a maturidade, que podem fazer a análise se este aluno deve, ou não, ficar retido.

Portugal já tem dos maiores níveis de retenção do espaço europeu. Portanto, isto não é para aferir, é, de

facto, para criar mais retenção, não é para criar qualidade; exames não criam qualidade educativa.

O Sr. Deputado trouxe-nos aqui um outro debate, o da famosa revisão curricular, dizendo-nos que foi um

processo absolutamente exemplar de participação. Bom, foi uma espécie de «envie o seu postal»… O

Páginas Relacionadas
Página 0016:
I SÉRIE — NÚMERO 89 16 o Partido Comunista Português. Perguntou-me qu
Pág.Página 16
Página 0017:
29 DE MARÇO DE 2012 17 O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — O elevado nível d
Pág.Página 17
Página 0018:
I SÉRIE — NÚMERO 89 18 O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — A c
Pág.Página 18
Página 0019:
29 DE MARÇO DE 2012 19 O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — … tanto ao
Pág.Página 19
Página 0020:
I SÉRIE — NÚMERO 89 20 Protestos do PCP e de Os Verdes.
Pág.Página 20
Página 0021:
29 DE MARÇO DE 2012 21 Diz-se que esta chamada «reforma», esta agressão, precisa de
Pág.Página 21
Página 0022:
I SÉRIE — NÚMERO 89 22 Efetivamente, os senhores estão a largar o que
Pág.Página 22
Página 0023:
29 DE MARÇO DE 2012 23 Aplausos do PS. Gostaria de dizer que o
Pág.Página 23
Página 0024:
I SÉRIE — NÚMERO 89 24 O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Podíam
Pág.Página 24
Página 0025:
29 DE MARÇO DE 2012 25 O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — Portanto, este é
Pág.Página 25
Página 0026:
I SÉRIE — NÚMERO 89 26 O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Para apr
Pág.Página 26
Página 0027:
29 DE MARÇO DE 2012 27 O Sr. Jorge Machado (PCP): — Ao facilitar os despedimentos o
Pág.Página 27
Página 0028:
I SÉRIE — NÚMERO 89 28 os portugueses, de acordo com dados da OCDE, t
Pág.Página 28
Página 0029:
29 DE MARÇO DE 2012 29 objetivos da justa causa de despedimento, em claro contracic
Pág.Página 29
Página 0030:
I SÉRIE — NÚMERO 89 30 A Sr. Mariana Aiveca (BE): — Concluo, Sr. Pres
Pág.Página 30
Página 0031:
29 DE MARÇO DE 2012 31 Esta revisão do Código do Trabalho resulta também deste Memo
Pág.Página 31
Página 0032:
I SÉRIE — NÚMERO 89 32 O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Quando
Pág.Página 32
Página 0033:
29 DE MARÇO DE 2012 33 capazes são, de facto, aqueles que têm esse entendimento. Po
Pág.Página 33
Página 0034:
I SÉRIE — NÚMERO 89 34 os dias? Dezenas e dezenas de empresas a falir
Pág.Página 34
Página 0035:
29 DE MARÇO DE 2012 35 Como todos sabem, o Partido Socialista sempre valorizou aneg
Pág.Página 35
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 89 36 A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Vou já co
Pág.Página 36
Página 0037:
29 DE MARÇO DE 2012 37 Socialista viabilizar a proposta de lei com a sua abstenção,
Pág.Página 37
Página 0038:
I SÉRIE — NÚMERO 89 38 O Sr. Raúl de Almeida (CDS-PP): — … enf
Pág.Página 38
Página 0039:
29 DE MARÇO DE 2012 39 O Sr. Miguel Laranjeiro (PS): — Sr. Deputado Jorge Ma
Pág.Página 39
Página 0040:
I SÉRIE — NÚMERO 89 40 E agora vêm acusar o Partido Socialista?! O Sr
Pág.Página 40
Página 0041:
29 DE MARÇO DE 2012 41 A Sr.ª Mariana Aiveca (BE): — O Governo já não govern
Pág.Página 41
Página 0042:
I SÉRIE — NÚMERO 89 42 O Sr. Artur Rêgo (CDS-PP): — Dou-vos o exemplo
Pág.Página 42
Página 0043:
29 DE MARÇO DE 2012 43 também atacar o próprio regime democrático, e é por demais e
Pág.Página 43
Página 0044:
I SÉRIE — NÚMERO 89 44 Protestos do PCP. … as con
Pág.Página 44
Página 0045:
29 DE MARÇO DE 2012 45 pagamento do trabalho extraordinário; facilita o lay-off; al
Pág.Página 45
Página 0046:
I SÉRIE — NÚMERO 89 46 O Sr. Adão Silva (PSD): — Os empresário
Pág.Página 46
Página 0047:
29 DE MARÇO DE 2012 47 Protestos do PS. Sobre as propostas de alteraç
Pág.Página 47
Página 0048:
I SÉRIE — NÚMERO 89 48 competitividade. E, exatamente por percebermos
Pág.Página 48
Página 0049:
29 DE MARÇO DE 2012 49 O Sr. Jorge Machado (PCP): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados
Pág.Página 49
Página 0050:
I SÉRIE — NÚMERO 89 50 O Sr. Ministro da Economia e do Emprego: — Sr.
Pág.Página 50