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I SÉRIE — NÚMERO 90

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preciso, não havendo direito à vida pessoal e à participação na vida em sociedade, vêm aqui apresentar-nos

um projeto de resolução que o que pretende é ainda atacar mais os direitos da juventude. E se da parte do PS

não houve propostas alternativas é porque as suas propostas são exatamente as mesmas do PSD e do CDS.

Nunca nenhum governo, nestas últimas décadas, esteve preocupado em erradicar a precariedade, em

combater o desemprego, porque sabem que a precariedade e o desemprego são instrumentos de

agravamento da exploração de quem trabalha e, portanto, propiciam, de facto, o agravamento do desemprego

e da precariedade para agravar os direitos da juventude.

Mas há outro caminho, que é o da valorização do trabalho, do aumento do salário mínimo nacional, aquele

em que, a cada posto de trabalho permanente, corresponde um contrato efetivo, o do apoio as pequenas e

médias empresas para a criação de emprego, dando importância, de facto, ao combate à precariedade. É

possível a sua erradicação mas não têm essa vontade, porque a vontade do PS, do PSD e do CDS é

continuar o agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da juventude.

Mas porque, de facto, os jovens portugueses não baixam os braços — não baixam mesmo! —, no próximo

sábado, vão empreender uma grande jornada de luta.

Os jovens trabalhadores vão empreender uma grande jornada de luta pelo direito ao emprego com direitos.

Risos e protestos do PSD.

Não é uma jornada de luta pela escravatura, Srs. Deputados, não é uma jornada de luta para quem quer

trabalhar nos gabinetes do PSD,…

Protestos do PSD.

… é uma jornada de luta para quem tem direito ao emprego com direitos. Podem contar com ela no

próximo sábado, em Lisboa e, depois, nas empresas.

Aliás, Sr.ª Presidente, permita-me ainda dar aqui um exemplo do resultado muito positivo da greve geral.

Refiro-me à luta dos trabalhadores dos call center, a maior parte licenciados, que ganham uma miséria, o

salário mínimo nacional, e para quem este Governo diz que o caminho é ainda de mais precariedade. Os

trabalhadores dos call center não desistiram de lutar pelos seus direitos. Em muitas empresas, aderiram à

greve e deram um sinal importante de que não se vai lá com empreendedorismo mas com direitos e com

melhores salários, Srs. Deputados.

Aplausos do PCP.

Protestos do PSD.

A Sr.ª Presidente. — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Drago.

A Sr.ª Ana Drago (BE): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: 35% de desemprego jovem é o sinal mais claro

de uma economia nacional que está em colapso. Mas é também, certamente, o sinal de um País que não

apresenta qualquer futuro aos seus jovens qualificados, aos jovens trabalhadores que tentam ingressar no

mercado de trabalho. É este o problema estrutural da economia portuguesa que temos de debater.

A bancada do PSD, em particular os Srs. Deputados da JSD, apresenta hoje um documento com oito

páginas, cuja leitura devo aconselhar a todos os Srs. Deputados.

Este documento é deslumbrante. Vê-se que estão absolutamente fascinados pela linguagem do

«gestionês» e, portanto, ele vai sendo pontuado, frase a frase, com business angels, spin-off, business plan,

marketing plan, e não consegue apresentar uma única ideia, uma única solução estrutural para o desemprego

jovem em Portugal.

Protestos do PSD.

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