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I SÉRIE — NÚMERO 109

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A Sr.ª Hortense Martins (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: Com a economia não se brinca e

com o desemprego muito menos!

Esta é uma afirmação que ressalta ao lermos o relatório do Banco de Portugal, que nos refere que a

dimensão do choque macroeconómico que Portugal está a sofrer, assim como os efeitos do clima

extremamente negativo que foi criado, levaram à alteração das expectativas dos modelos económicos. E

agora os modelos económicos não batem certo com a realidade!

Mas a realidade, Sr.as

e Srs. Deputados, são os últimos dados do desemprego, 14,9%. São mais de 400

pessoas por dia que estão sem trabalho, sem perspetivas e sem oportunidades, ao contrário do que diz o

Primeiro-Ministro nas suas últimas declarações.

O Sr. José Junqueiro (PS): — Muito bem!

A Sr.ª Hortense Martins (PS): — A taxa de desemprego juvenil atingiu o triste valor de 36,2%. São mais 30

500 jovens desempregados, mais um quarto do que no ano passado.

A taxa de desemprego feminino subiu para 15,1%, mais 57 000 mulheres do que no ano passado, e isto só

pode surpreender quem não conhece suficientemente bem a economia real portuguesa.

O Sr. José Junqueiro (PS): — Bem lembrado!

A Sr.ª Hortense Martins (PS): — E é de economia real que hoje aqui vou falar, Sr.as

e Srs. Deputados.

Quando se retira a esperança aos portugueses e apenas se lhes fala de empobrecimento como um fado,

quando se tomam medidas conducentes ao empobrecimento, é claro que os portugueses interiorizam isso,

ficam assustados com o futuro e isso é transportado para a economia. E aí estão as consequências!

Aplausos do PS.

Não admira que a procura interna tenha «afundado» mais do que o esperado, prevêndo-se mesmo que irá

sofrer, este ano, a maior quebra da União Europeia.

O investimento registou, no ano passado, uma queda de 11%, a maior queda da União Europeia e a única

a dois dígitos, mas em 2012…

A Sr.ª Presidente: — Sr.ª Deputada, peço-lhe desculpa pela interrupção, mas tenho queixas do Plenário de

que a Sr.ª Deputada não se está a fazer ouvir convenientemente, porque há um ruído de fundo.

Assim, peço o favor aos Srs. Deputados que mantenham o silêncio na Sala.

A Sr.ª Hortense Martins (PS): — Como dizia, em 2012, o que podemos esperar, dado o tipo de medidas

anunciado pelo Governo, muitas delas para além da tróica? Apenas podemos esperar o contínuo agravamento

do desemprego. São bem claros os números do desemprego que hoje foram revelados e que mostram as

consequências para o País das políticas de austeridade excessiva e de ausência de política económica.

O triste recorde de 14,9% no primeiro trimestre de 2012, pelos vistos, voltará a surpreender o Governo. O

Governo prevê 14,5% para este ano mas, como se vê, a espiral recessiva não perdoa.

O Sr. Carlos Zorrinho (PS): — Muito bem!

A Sr.ª Hortense Martins (PS): — Vamos de recorde em recorde até à derrota final!

Aplausos do PS.

A não ser que o Governo emende a sua estratégia liberal e promova o crescimento em Portugal e no

quadro europeu, abandonando políticas cegas de destruição do tecido económico.

Não podem dizer que estão surpresos, porque as consequências destas políticas eram e são evidentes.

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