O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 117

12

O PCP, pelo contrário, parece acreditar no inverso. Enquanto o PCP reclama renegociação, o Governo que

o CDS apoia está a trabalhar para poder cumprir nas reformas estruturais de que o País precisa, nas

privatizações, na redução do peso do Estado na economia, …

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Muito bem!

A Sr.ª Vera Rodrigues (CDS-PP): — … no reforço da regulação e na lei da concorrência, na atração de

investimento estrangeiro, no corte da despesa e no seu funcionamento, na credibilização do País junto dos

mercados financeiros, no alívio das taxas de juro e, muito importante, na cada vez maior distância face a

países como a Grécia.

Srs. Deputados, deixemos aos outros o que de nós não depende e foquemo-nos no futuro que podemos

condicionar.

Para terminar, deixo duas perguntas ao PCP.

O que diria o PCP a um funcionário público ou a um pensionista no dia em que os sinais de fragilidade ou

de hesitação sobre a nossa capacidade de cumprir perante quem nos empresta dinheiro significassem o corte

de financiamento à nossa economia e a impossibilidade de pagar salários e pensões?

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — O que é que vai dizer aos trabalhadores que estão com salários em

atraso?!

A Sr.ª Vera Rodrigues (CDS-PP): — Em segundo lugar, acredita o PCP que vai conseguir convencer

alguma família neste País de que a melhor solução que tem para deixar aos seus filhos é pedir mais dinheiro

emprestado e é deixar-lhe mais dívidas para pagar?

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Vou emoldurar estas discursos todos para daqui a um ano!…

A Sr.ª Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Agostinho Lopes.

O Sr. Agostinho Lopes (PCP): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados, Sr.

Deputado João Galamba: Então, os senhores entregam o País nos braços dos mercados financeiros com a

adesão ao euro e, depois, lamentam que o País esteja sob o domínio dos mercados financeiros?! Basta de

desfaçatez, Sr. Deputado!

Sr. Secretário de Estado, o Governo não tem dúvidas sobre a asfixiante falta de liquidez das empresas

portuguesas. O Governo dos amigos das pequenas empresas quando estavam na oposição, PSD e CDS,

conhece o sufoco, a falta de ar das tesourarias das micro, pequenas e médias empresas, e até de muitas

grandes, e sabe que pelo menos 81% das empresas tem problemas de liquidez.

O Governo sabe que, por falta de liquidez, estão a falir empresas viáveis, empresas que têm mercado para

a sua produção. Os senhores sabem a origem desta crise aguda de liquidez, as medidas, ou a ausência delas,

decorrentes do pacto de agressão, subscrito pelo CDS-PP, PSD, e o estrangulamento do crédito pela banca.

Sr. Secretário de Estado, da responsabilidade direta do Governo, destacamos o não pagamento das

dívidas do Estado, a suspensão de inúmeras obras e uma brutal redução do investimento público, a política

fiscal predadora dos amigos das pequenas empresas, que eram contra o aumento de impostos, como é o caso

do IVA, e o não reembolso atempado do IVA.

O Sr. Honório Novo (PCP): — Bem lembrado!

O Sr. Agostinho Lopes (PCP): — A propósito, Sr. Secretário de Estado, por que é que os reembolsos de

fevereiro, que deviam ter sido feitos no início de maio, em fins de maio estão por pagar?! Porquê, Sr.

Secretário de Estado?

Páginas Relacionadas
Página 0063:
2 DE JUNHO DE 2012 63 a) O valor da renda é apurado nos termos dos n.os 2 a 4 do ar
Pág.Página 63
Página 0064:
I SÉRIE — NÚMERO 117 64 O Sr. José Ribeiro e Castro (CDS-PP):
Pág.Página 64