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13 DE SETEMBRO DE 2012

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O Sr. Pedro Pinto (PSD): — … devia ter, no mínimo, muito mais contenção naquilo que é

irresponsabilidade e naquela que foi a falha da sua governação. E se vos chamo a atenção para estas

questões é porque foi exatamente por estes défices, por estas dívidas, por estas parcerias e pelo não ataque

aos interesses instalados que os senhores criaram a situação em que o País se encontra neste momento e

que nós estamos a resolver. E os resultados estão à vista: num só ano, o défice baixará de 8,4% para 5%.

O Sr. Honório Novo (PCP): — Que grande aldrabão!

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — A cortar subsídios, também eu!

O Sr. Pedro Pinto (PSD): — Ouçam!

Os resultados da nossa balança de transações correntes são um sinal claro de que, cada vez mais,

dependemos menos do exterior.

O Sr. Honório Novo (PCP): — Mas que grande aldrabão! Até parece que não esteve na reunião de hoje

de manhã!

O Sr. Pedro Pinto (PSD): — Registo também que o ajustamento da nossa economia só é comparável ao

período de 1983/1985.

O Sr. Honório Novo (PCP): — Que aldrabão!

O Sr. Pedro Pinto (PSD): — Aldrabões, provavelmente, serão as pessoas com quem está habituado a

tratar!

Temos a despesa sob controlo. A descida radical das taxas de juro cria condições substancialmente

melhores para o financiamento da economia portuguesa, a agenda das reformas estruturais está a avançar, há

desalavancagem da banca. E, apesar de tudo o que está a acontecer, esta política está a induzir as pessoas a

uma poupança que não tem paralelo nos outros países onde está a ser feito o ajustamento.

A meta do crescimento para 2013 está ao nosso alcance. O regresso aos mercados em 2013 mantém-se

viável.

A Sr.ª Presidente: — Queira terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Pedro Pinto: — Sr.ª Presidente, vou mesmo terminar.

Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: Portugal vive uma situação de emergência. Portugal precisa de um Partido

Socialista responsável,…

A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — Lembrou-se agora!

O Sr. Pedro Pinto (PSD): — … Portugal não precisa do Partido Socialista que se tem posicionado, nos

últimos tempos, com uma postura clara de afastamento do Memorando que aceitou e das metas com que tem

de se comprometer para o futuro.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Para uma intervenção, pelo PS, tem a palavra o Sr. Deputado João Galamba.

O Sr. João Galamba (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados, Srs. Membros do Governo: O Sr.

Ministro das Finanças, na realidade que inventou para si, criou um deserto e insiste em chamar-lhe sucesso.

Um governante que declara guerra à realidade, como é o seu caso, é um governante perigoso. Neste

momento, Sr. Ministro, as ideias que defende são o maior perigo que este País enfrenta e o maior perigo para

o futuro do País, da economia portuguesa e de todos os portugueses.