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I SÉRIE — NÚMERO 28

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E reunimos vários instrumentos sob o mesmo «chapéu», a que chamámos Programa Valorizar, porque

queremos que esses apoios e esses recursos sejam orientados, sobretudo, para os territórios de baixa

densidade, e que, portanto, têm, do ponto de vista demográfico, uma margem crítica menor, muitas vezes para

poderem captar o financiamento dos programas europeus, mas fazerem-no de maneira a valorizar o impacto

global em todas as comunidades e não apenas em comunidades isoladas.

Quer dizer, em vez de estarmos a criar várias linhas de intervenção, que, neste caso, totalizarão quase 250

milhões de euros, para que uma determinada infraestrutura possa ser desenvolvida ou edificada, ou para que

uma determinada atividade de projeção de emprego possa ser atendida, em vez desse método tradicional,

quisemos colocar um espírito de integração, com a iniciativa das universidades, dos politécnicos, das

empresas e das associações de base profissional, da sociedade civil, portanto, a suportar uma visão integrada

do que devem ser esses investimentos.

A Sr.ª Presidente: — Queira terminar, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Concluirei, Sr.ª Presidente. De tal maneira que, em vez de estarmos a fazer pequenos investimentos que se perdem em cada

localidade, possamos ter uma estratégia de base local e regional a suportar esses investimentos, mas que

liguem a nossa capacidade científica e tecnológica à capacidade empresarial e, acrescento, à capacidade que

todo o domínio da economia social pode gerar no interior do País.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Para formular perguntas, tem agora a palavra o Sr. Deputado António José Seguro, do PS.

O Sr. António José Seguro (PS): — Sr.ª Presidente, o Sr. Primeiro-Ministro acaba de fazer referências implícitas a dados sobre a evolução das exportações antes de se conhecer — o que está previsto que seja só

às 11 horas da manhã — os dados do INE.

O INE é um instituto que deve ter total independência. Por isso, queria perguntar ao Sr. Primeiro-Ministro

como é que tem informação sobre a evolução das exportações antes de elas serem do conhecimento público.

Aplausos do PS.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Foi o Ministro Relvas que deu!

A Sr.ª Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr.ª Presidente, o Sr. Deputado António José Seguro parece querer criar um incidente onde não há incidente algum. O que existe é a obrigação de não haver qualquer divulgação de

dados antes da obrigatoriedade, que é europeia e simultânea, portanto, para todos os institutos.

O Sr. Deputado sabe que o Primeiro-Ministro, neste Parlamento, não referiu qualquer pormenor sobre essa

divulgação que vai ser efetuada às 11 horas da manhã. Pelo contrário, chamou a atenção para ela. E, Sr.

Deputado, não conheço nenhum Governo que não tenha conhecimento prévio dos dados que vão ser

divulgados — nenhum Governo, Sr. Deputado!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O que os Governos fazem é respeitar as entidades estatísticas autónomas e não se antecipam na

divulgação desses resultados.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

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