O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 46

34

Por isso, é tão importante esta iniciativa destes cidadãos, por isso, é tão importante esta mobilização da

sociedade: para repor o debate nos termos certos, que é, de facto, ao nível da legislação laboral.

Hoje em dia que se fala tanto no Estado social, importa não esquecer as consequências desta

«hemorragia» de ilegalidade — e meço as minhas palavras —, no futuro, justamente para o Estado social.

É por isso que quero também lembrar aqui o seguinte: no passado 15 de setembro, houve a grande

manifestação dos portugueses contra as intenções do Governo em relação à TSU. Importa lembrar que os

trabalhadores a recibos verdes assumem sozinhos todos os encargos sociais, excetuando alguns poucos

casos em que a entidade patronal colabora com 5%, o que é absolutamente insuficiente.

O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Peço-lhe que conclua, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Inês de Medeiros (PS): — Vou concluir já, Sr. Presidente.

Neste sentido, o desafio que estes 40 000 cidadãos nos lançam é que este debate não morra aqui.

Justamente por isso, apresentámos um requerimento de baixa deste diploma, sem votação, à comissão

competente, para a discussão na especialidade — e ainda bem que a maioria aceitou. É que esta iniciativa

legislativa não pode morrer numa votação aqui, hoje, tem de ser trabalhada em detalhe. E é tempo de

fazermos uma reavaliação séria, não só das questões de fiscalização, mas de todo o sistema.

Assim sendo, para a semana, o Partido Socialista apresentará já o calendário dos trabalhos, convidando,

desde já, o grupo de cidadãos aqui presente a participar nos mesmos.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Raúl de

Almeida.

O Sr. Raúl de Almeida (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as

Deputadas e Srs. Deputados: Em primeiro lugar,

quero cumprimentar os cidadãos que trouxeram esta importante iniciativa a esta Casa para melhoramento

legislativo, contribuindo, de forma decisiva, e no exercício da cidadania, para o combate a um flagelo (combate

que todos nós assumimos), que são os falsos recibos verdes e o falso trabalho temporário.

Começaria a minha intervenção por reafirmar a nossa séria preocupação com este problema, que é um

problema maior do panorama laboral português.

E nós, Sr.as

e Srs. Deputados, não julgamos ninguém. Por isso, também não reconhecemos a ninguém o

direito, a legitimidade de julgar a nossa preocupação, o nosso empenhamento nesta luta, neste drama destes

trabalhadores.

Vozes do CDS-PP: — Muito bem!

O Sr. Raúl de Almeida (CDS-PP): — De facto, a alteração da legislação laboral levada a cabo pelo atual

Governo e que visou atualizar esta legislação, em diálogo permanente com os parceiros sociais acabou com

toda e qualquer desculpa para tergiversar neste domínio.

Por isso mesmo, analisamos com a maior seriedade, sem julgar com preconceito, os projetos de lei

propostos pelo Partido Comunista Português e pelo Bloco de Esquerda, independentemente das diferenças de

opinião e dos instrumentos que cada um encara para combater este flagelo.

Portanto, quanto a nós, a ajuda legal a este combate faz-se através da clarificação de meios eficazes e de

esclarecimento.

Temos as mais fundadas dúvidas sobre a sobreposição de normas, a dispersão de responsabilidades

inspetivas e o equívoco nos conceitos. Lembro, muito particularmente, o papel decisivo e o poder do artigo

12.º do atual Código do Trabalho, que permite já a presunção de contrato de trabalho, por exemplo, nas

situações elencadas no projeto de lei do Bloco de Esquerda como falsos recibos verdes.

Acontece exatamente o mesmo no projeto de lei do Partido Comunista Português. Esta sobreposição, que

interpretamos como uma bem-intencionada vontade de reforço — e não queremos pensar que vieram aqui

criar ruído ou confusão, acreditamos que a intenção é uma intenção de reforço —, não melhora, confunde.

Páginas Relacionadas
Página 0023:
26 DE JANEIRO DE 2013 23 Vozes do BE: — Muito bem! A Sr.ª Catarina Ma
Pág.Página 23
Página 0024:
I SÉRIE — NÚMERO 46 24 Vozes do PCP: — Muito bem! <
Pág.Página 24
Página 0025:
26 DE JANEIRO DE 2013 25 A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Propomos também que a criminaliz
Pág.Página 25
Página 0026:
I SÉRIE — NÚMERO 46 26 Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Pág.Página 26
Página 0027:
26 DE JANEIRO DE 2013 27 Aplausos do PSD e do CDS-PP. O Grupo P
Pág.Página 27
Página 0028:
I SÉRIE — NÚMERO 46 28 Para nós importa pouco — reforço — que exista
Pág.Página 28
Página 0029:
26 DE JANEIRO DE 2013 29 A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Não é, não!
Pág.Página 29
Página 0030:
I SÉRIE — NÚMERO 46 30 pôr estas entidades a comunicarem entre si e d
Pág.Página 30
Página 0031:
26 DE JANEIRO DE 2013 31 O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Para uma inte
Pág.Página 31
Página 0032:
I SÉRIE — NÚMERO 46 32 Sr.as e Srs. Deputados: O que desejamos
Pág.Página 32
Página 0033:
26 DE JANEIRO DE 2013 33 O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Muito bem!
Pág.Página 33
Página 0035:
26 DE JANEIRO DE 2013 35 No nosso entender, poderá ser geradora das divergências e
Pág.Página 35
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 46 36 Os Srs. Deputados sabem bem que um trabalhador
Pág.Página 36
Página 0037:
26 DE JANEIRO DE 2013 37 O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Sr. Deputado,
Pág.Página 37