I SÉRIE — NÚMERO 78
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absolutamente nada. Portanto, gostaria de ouvir, por parte das bancadas da maioria, uma palavra, qualquer
coisa de cívico.
Aplausos do BE.
A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Rosa Arezes.
A Sr.ª Rosa Arezes (PSD): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Debatemos hoje os projetos de
resolução n.os
531/XII (2.ª), 673/XII (2.ª) e 675/XII (2.ª), respetivamente da autoria do Partido Socialista, do
Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda, que recomendam ao Governo a construção dos
acessos ao porto comercial de Viana do Castelo.
Trata-se de uma antiga aspiração da população e dos agentes económicos do Alto Minho, na medida em
que o porto de Viana é uma infraestrutura de capital importância estratégica para o desenvolvimento da região
e para a sua afirmação no contexto da Euro-região da Galiza-Norte de Portugal e representa um mercado de
cerca de seis milhões de consumidores.
Esta relação transfronteiriça permite o aprofundamento de sinergias, quer do ponto de vista comercial quer
do ponto de vista do fluxo de cidadãos, para além de potenciar a abertura competitiva aos mais diversos
mercados à escala global.
Por outro lado, a localização privilegiada do porto internacional de Viana do Castelo garante-lhe ainda um
potencial acrescido em termos de ligações marítimas com os mais diversos portos do mundo, sobretudo tendo
em consideração a proximidade aos portos de Vigo e de Leixões e aos aeroportos do Porto e de Vigo, que
contempla e facilita o acesso aos mercados externos.
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Queremos ouvir é o que o PSD pensa sobre isso!
A Sr.ª Rosa Arezes (PSD): — Transferido para a margem esquerda do rio Lima na longínqua década de 80
do século passado, o porto ficou parcialmente atrofiado, uma vez que a construção dos acessos tem sido, ao
longo do tempo, adiada.
É verdade — e já foi aqui hoje referido pelo Partido Comunista Português — que, no início de 2008, o
Governo do Partido Socialista chegou a anunciar que iria lançar a curto prazo o concurso para a empreitada.
Vozes do PSD: — Bem lembrado!
A Sr.ª Rosa Arezes (PSD): — Mas também é verdade que, no caso concreto, como em tantos outros, tudo
não passou de mais uma promessa, de tal forma que passaram os anos de 2008, 2009, 2010 e o primeiro
semestre de 2011 e nada foi feito!
Nesses tempos, Srs. Deputados, houve dinheiro para tudo ou quase tudo, houve dinheiro para propaganda
e para a famigerada festa.
Vozes do PSD: — Muito bem!
A Sr.ª Rosa Arezes (PSD): — Nesses tempos, Srs. Deputados, houve tempo e atrevimento para levar o
País à iminência da bancarrota,..
Vozes do PSD: — Bem lembrado!
Protestos do PS.
A Sr.ª Rosa Arezes (PSD): — …mas não houve tempo nem dinheiro nem sensibilidade para concretizar
este anseio de décadas.
Vozes do PSD: — Bem lembrado!