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I SÉRIE — NÚMERO 19

16

É porque achei inacreditável o Sr. Secretário de Estado vir a esta Câmara tentar enganar-nos. O senhor

pode tentar enganar quem quiser, mas aqui não engana ninguém, e lá fora também não. Pode tentar, mas não

consegue!

Gabar-se — imaginem, Sr.as

e Srs. Deputados! — do definhamento que o Governo está a fazer na

Administração Pública!

Gostava tanto, Sr. Secretário de Estado, de o ver deslocar-se, como utente, a muitos dos serviços de

finanças deste País — ou a alguns serviços de segurança social, ou a alguns serviços públicos do Serviço

Nacional de Saúde em alguns centros de saúde ou em algumas unidades hospitalares, ou a escolas ou a

tribunais — para o Sr. Secretário de Estado perceber claramente a falta de funcionários públicos que aí existe,

para perceber no que é que resulta, na prática dos serviços, a falta de funcionários da Administração

Pública!…

E vem aqui o Sr. Secretário de Estado gabar-se do número de funcionários públicos que já foi reduzido!?…

É porque o Sr. Secretário de Estado esquece-se de dizer qual é o reverso da medalha: para além de

muitas pessoas se encontrarem no desemprego face a essa vossa opção, é a qualidade dos serviços públicos

que está a deteriorar-se de dia para dia, e todas as pessoas são afetadas por isso.

Sr. Secretário de Estado, há falta de funcionários nos serviços públicos deste País. Os senhores estão a

definhar os serviços públicos deste País.

E, depois, perguntaríamos: para quê? A resposta está no guião da reforma do Estado, está lá tudo

escrito:…

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Então, afinal, está lá tudo!

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — … porque é preciso privatizar tudo, porque é preciso minimizar ao

máximo o Estado!

Numa outra parte da sua intervenção, o Sr. Secretário de Estado disse algo do género: «Nós somos tão

bons que ainda nem sequer tínhamos feito nenhum corte aos trabalhadores da Administração Pública».

Sr. Secretário de Estado, lamento informá-lo, mas, cada vez que os senhores renovam a manutenção de

um corte salarial, estão a assumir a medida como vossa.

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Exatamente!

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Por isso, não venha dizer que nunca tomaram essa medida.

Só que, agora, tomam-na a dobrar, porque querem os cortes salariais a partir de ordenados brutos de 600

€. É uma vergonha, Sr. Secretário de Estado!

A Sr.ª Presidente: — Ainda estão inscritos, e têm tempo, embora pouco, os Srs. Deputados Adão Silva e

Artur Rêgo.

Tem a palavra o Sr. Deputado Adão Silva.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Srs. Deputados: Assistimos

aqui, durante esta manhã, a como a oposição, em geral, se enreda numa retórica tremendista.

E assistimos também aqui, durante esta manhã, a como o Partido Socialista, em particular, se enreda

numa retórica de paradoxo e de contradições.

Era bom que o Partido Socialista não se enredasse nestes paradoxos. Era fundamental que o Partido

Socialista se disponibilizasse para um diálogo, um acordo, uma convergência de políticas e de esforços para

encontrar soluções duradouras para o futuro do País — e, sobretudo, eivados que estamos de um ambiente

em que as coisas começam a mudar.

Srs. Deputados do Partido Socialista e, particularmente, Sr. Deputado António José Seguro, não os cativa

para este diálogo o facto de estarmos a reduzir a taxa de desemprego? Esta é a primeira pergunta.

A segunda pergunta é esta: não os cativam para este diálogo os sinais que aparecem de que a economia

está a dar a volta? Ou ainda os sinais de que estamos a equilibrar as contas públicas sob um sinal de justiça e

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