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I SÉRIE — NÚMERO 25

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Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua e esteve encarcerado durante 27 anos.

Sr.as

e Srs. Deputados, falamos de um homem que foi considerado terrorista. E, pela liberdade e pela

dignidade do seu povo, nunca hesitou, nem mesmo quando foi preciso pegar em armas.

Ontem morreu Nelson Mandela, o homem que mostrou ao mundo como as ideias e as convicções nunca,

nunca são vencidas pela opressão.

Em 1987, Portugal esteve do lado errado, pois votou contra a libertação incondicional de Nelson Mandela.

Hoje, Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Srs. Deputados, curvamo-nos perante o seu exemplo

e pela sua memória.

Aplausos do BE, do PCP e de Os Verdes.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Heloísa Apolónia, de Os Verdes.

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Srs.

Deputados: Foi com consternação que o mundo conheceu a notícia do falecimento de Nelson Mandela.

Devido ao seu frágil estado de saúde, a notícia já era esperada mas, mesmo que previsível, quando o

mundo perde um ser humano com o significado deste, fica necessariamente consternado.

Nelson Mandela é talvez a definição, em pessoa, de um ser humano virtuoso, detentor de valores

humanistas muito claros e muito fortes. Nelson Mandela e o ANC foram peças-chave para matar o regime do

apartheid, a opressão e o racismo sempre tenebroso, não da História, porque esses horrores não se apagam

da História, mas da vida quotidiana das pessoas concretas.

Nelson Mandela, mesmo depois de quase três décadas de prisão, provou o seu espírito agregador e de

união das pessoas e de um povo. Lançou sementes e colheu frutos de princípios de liberdade e de igualdade.

Importa que, no mundo, esses princípios cresçam e floresçam.

Sr.ª Presidente, os votos de pesar vão, obviamente, para a família, para o povo sul-africano, mas a

grandeza deste homem alarga, necessariamente, os votos de condolências ao mundo inteiro.

Aplausos de Os Verdes, do PCP, do BE e de Deputados do PS.

A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, o Governo também se associa a este voto.

Tem a palavra o Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

O Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (Rui Machete): — Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs.

Deputados: O Governo português associa-se, comovidamente, à Assembleia da República no voto de pesar

pelo falecimento desta grande figura da nossa época, que é Nelson Mandela.

Agradeço, também, à Assembleia da República esta oportunidade de participar num momento tão alto

nesta Casa de homenagem à figura de Nelson Mandela.

Ao longo da sua vida, Nelson Mandela sacrificou-se pela liberdade, pagando duramente, com o

cerceamento da sua liberdade, tantos anos de prisão. Mas talvez um dos aspetos mais notáveis da sua vida

foi quando, sem quebrar, finalmente adquiriu a liberdade que lhe tinha sido tantas vezes negada. Não saiu

com espírito de vindita, não abandonando os grandes propósitos que tinham norteado a sua vida ao longo de

todos aqueles anos, e continuou, naturalmente, a lutar para que o seu país fosse uma democracia e,

sobretudo, para que o regime iníquo do apartheid terminasse.

Mas fê-lo com tolerância, fê-lo em espírito de diálogo, deu o exemplo de que é possível manter-se fiel aos

valores fundamentais da liberdade, da tolerância e do amor ao próximo, porque foi nisso que se traduziu a sua

vida, sem trair as suas convicções políticas e criando um exemplo inspirador que ainda hoje a África do Sul

admira, segue e reverencia.

Nesse aspeto, Nelson Mandela conseguiu, através do seu exemplo e do seu sacrifício, dar à África do Sul a

possibilidade de, sem uma revolução sangrenta, permitir algo que ninguém imaginava possível: mudar

radicalmente aquele país, tornando-o um país democrático e onde tantos e tantos portugueses continuam hoje

a laborar, beneficiando do clima que esse homem extraordinário conseguiu criar.

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