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18 DE JANEIRO DE 2014

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Portanto, Sr. Deputados, nós temos procurado, nomeadamente ao nível do tratamento da oncologia,

manter uma rede secundária, complementar, se quiser, ao dos IPO, que possa funcionar para a generalidade

das pessoas com situações menos graves e, quanto às situações que vieram a público, as pessoas não

deixarão de ser tratadas e as situações investigadas pelo Ministério da Saúde de modo a evitar que se

possam repetir.

Concluo, Sr. Deputado, dizendo que não estamos, nesta altura, a desenhar nenhum quadro idílico para o

País, estamos a ser bastante realistas.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Guilherme Silva): — Tem a palavra o Sr. Deputado Jerónimo de Sousa.

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, eu acho que tem de resolver um

dilema e a contradição permanente em que se coloca: está sempre muito preocupado com os dramas sociais,

com as consequências da sua política — muito preocupado! —, mas, depois, persegue, insiste e aumenta esta

política desgraçada que está a desgraçar a vida aos portugueses. Resolva a contradição!

Aplausos do PCP e de Os Verdes.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Estou a resolver os problemas!

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Quando se fala da saúde, estamos a falar de um bem precioso, Sr.

Primeiro-Ministro: estamos a falar do direito à vida, estamos a falar do direito à saúde, não estamos a falar de

um direito qualquer.

Protestos da Deputada do PSD Conceição Bessa Ruão.

É por isso que consideramos que essa visão que o Sr. Primeiro-Ministro aqui coloca, o corte de 300

milhões no orçamento da saúde, vai ter consequências dramáticas no futuro próximo.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Exatamente!

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Mas não queria terminar sem lhe colocar uma outra questão.

Nós consideramos que esta política está a levar ao empobrecimento e ao aumento da exploração. A

questão está em saber, quando se ouve o Sr. Deputado Luís Montenegro dizer: «As pessoas estão a começar

a sentir os efeitos destes resultados», onde é que eles estão, Sr. Deputado Luís Montenegro.

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — No emprego!

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Onde estão, Sr. Primeiro-Ministro?

O Sr. Luís Menezes (PSD): — No emprego!

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Talvez esteja a ser pouco rigoroso, porque, de facto, uma das

estatísticas que os senhores nunca referiram é que, entretanto, em Portugal, num quadro em que aumentou o

número de pobres, aumentou o número de multimilionários e as fortunas dos 25 mais ricos de Portugal.

O Sr. João Oliveira (PCP): — É bem verdade!

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): — Essa é a verdade: alguns portugueses estão melhores, mas a maioria

dos portugueses está pior.

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