O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 17

64

Tal envolve um debate aberto no plano técnico, económico e político, sobre a questão da reestruturação da

dívida como é proposto no Manifesto dos 74, o qual defende, aliás, que esse processo decorra no espaço

institucional europeu.

Por isso, o PS considera as condições colocadas pelo Manifesto dos 74 como pontos de partida para

soluções que devem reunir o maior consenso nacional na sequência de um debate aberto e informado.

O projeto de resolução do Bloco de Esquerda, para além de assumir que defende soluções para a questão

da dívida que se afastam significativamente das enunciadas pelo Manifesto dos 74, pretende fazer aprovar

como conclusões aquilo que o Manifesto dos 74 enuncia como condições técnicas a considerar num debate

amplo visando trazer a dívida ao valor de referência de 60% do PIB.

O PS não confunde a indispensável identificação de um problema e a abertura de um debate com a fixação

prévia das suas conclusões.

Por isso, apoiamos integralmente a vontade expressa no final do Manifesto dos 74, segundo os quais «a

estratégia de saída sustentada da crise exige a estreita harmonização das nossas responsabilidades em

dívida com um crescimento duradouro no quadro de reforçada coesão e solidariedade nacional e europeia.

Estes são os termos em que os signatários apelam ao debate e à preparação, em prazo útil, das melhores

soluções para a reestruturação da dívida.»

Não poderíamos, assim, acompanhar o projeto de resolução do Bloco de Esquerda que, tendo o mérito de

reconhecer o problema, ao pretender aprovar conclusões encerra prematuramente o debate que

consideramos indispensável realizar.

O Deputados do PS, Ferro Rodrigues — João Galamba — Vieira da Silva — Pedro Nuno Santos —

Eduardo Cabrita.

———

Relativa ao projeto de resolução n.º 1143/XII (4.ª):

A renegociação da dívida pública é um imperativo nacional, indispensável para romper com a atual política

de exploração e empobrecimento e abrir caminho a uma política alternativa capaz de resolver os problemas do

País.

Renegociar a dívida nos moldes propostos pelo PCP, além de permitir devolver aos trabalhadores e ao

povo aquilo que lhes foi tirado nos últimos anos com a aplicação dos PEC e do Programa da troica, permitirá

ainda disponibilizar recursos financeiros para o investimento público, imprescindível para a reindustrialização

do País e a recuperação do nosso aparelho produtivo.

Com a renegociação da dívida, ganham os trabalhadores, os reformados e o povo português, ganha a

economia nacional, ganha o País.

Recusar a renegociação da dívida ou fazê-la mais tarde em benefício dos credores significa amarrar o País

a uma dívida impagável. Significa amarrar o País ao pagamento de juros anuais que não param de crescer e

que, no período de 2014 a 2020, ascenderão a 60 000 milhões de euros.

Romper com a política de direita exige um compromisso inequívoco com o objetivo político de

renegociação da dívida. O projeto de resolução n.º 1143/XII (4.ª) (PS) — Desencadear um processo

parlamentar de audição pública para avaliação do impacto da dívida pública e das soluções para o problema

do endividamento — não traduz qualquer compromisso com esse objetivo em benefício de Portugal e dos

portugueses, podendo ser apenas uma tentativa para fazer esquecer que, das seis vezes anteriores em que o

PCP propôs a renegociação da dívida, o PS se juntou ao PSD e ao CDS para rejeitar, liminarmente, essas

propostas.

Não se opondo à realização de audições parlamentares sobre a renegociação da dívida, propostas pelo

projeto de resolução n.º 1143/XII (4.ª), o PCP não está disponível para branquear as profundas

responsabilidades do PS na criação do problema da dívida pública, pelo que se abstém.

O Deputado do PCP, Paulo Sá.

———

Páginas Relacionadas
Página 0048:
I SÉRIE — NÚMERO 17 48 filhos não foram estudar, não seguiram outra p
Pág.Página 48
Página 0049:
24 DE OUTUBRO DE 2014 49 O Relatório Anual de Segurança Interna tem, como resultado
Pág.Página 49
Página 0050:
I SÉRIE — NÚMERO 17 50 O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — … e, ao
Pág.Página 50
Página 0051:
24 DE OUTUBRO DE 2014 51 sociedade portuguesa que têm, obviamente, de merecer atenç
Pág.Página 51
Página 0052:
I SÉRIE — NÚMERO 17 52 O Sr. José Magalhães (PS): — Notem!
Pág.Página 52
Página 0053:
24 DE OUTUBRO DE 2014 53 Aplausos do PS. A Sr.ª Presidente: —
Pág.Página 53
Página 0054:
I SÉRIE — NÚMERO 17 54 sei se se lembram mas em 2011 não havia dinhei
Pág.Página 54
Página 0055:
24 DE OUTUBRO DE 2014 55 O RASI aponta, na página 403, um enunciado de apreensão de
Pág.Página 55
Página 0056:
I SÉRIE — NÚMERO 17 56 Este Relatório de Segurança Interna refere acr
Pág.Página 56
Página 0057:
24 DE OUTUBRO DE 2014 57 abordar, salientando um aspeto que, julgo, é importante pa
Pág.Página 57
Página 0058:
I SÉRIE — NÚMERO 17 58 Queria também salientar, Srs. Deputados, porqu
Pág.Página 58