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I SÉRIE — NÚMERO 35

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Como foi referido, em dezembro, estive com os Srs. Secretários de Estado em 8 hospitais precisamente

para prepararmos o inverno. Estivemos no Hospital Amadora-Sintra, com as suas administrações e com os

seus diretores clínicos e responsáveis de urgência; estivemos no Hospital Garcia de Horta, no Hospital

Barreiro-Montijo, precisamente nos hospitais que podem ter situações mais complexas.

Passando concretamente às questões, a Sr.ª Deputada Carla Cruz referiu-se aos contratos de prestação

de serviços, que a Sr.ª Deputada Luísa Salgueiro também colocou. Vale a pena lembrar que os contratos de

prestação de serviços dispararam no Governo do Partido Socialista, com o Prof. Correia de Campos, com uma

necessidade que foi detetada. Tal como o Governo se comprometeu com os sindicatos, que consta do

Balanço Social e é totalmente inequívoco, os contratos em prestações de serviços têm vindo a ser reduzidos

todos os anos, da mesma maneira que diminuiu a precariedade e aumentámos a contratação de profissionais.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Aliás, quando falamos em recursos, é bom desligarmo-nos de um disco rígido, ou de uma cassete, ou do

que quisermos. O Ministério da Saúde é o maior contratador português e contratou mais 2500 médicos, em

termos líquidos, neste período, face a 2010. Esta semana Srs. Deputados, contratou 1700 médicos.

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — Não chega, Sr. Ministro!

O Sr. Ministro da Saúde: — Contratou 1000 enfermeiros em 2014, quase o dobro de 2013.

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — Os que contratam não cobrem os que saíram.

O Sr. Ministro da Saúde: — Portanto, quanto a apostarmos na redução da prestação de serviços estamos

de acordo, quanto a recrutar profissionais por tempo indeterminado também estamos de acordo. Mas não é só

uma questão de acordo, é uma questão de atos concretos.

Relativamente à questão colocada pelos Srs. Deputados José Luís Ferreira e João Semedo, os meios que

nós pusemos no Serviço Nacional de Saúde não têm paralelo: pusemos, nestes anos, 3000 milhões de euros

nos hospitais — nós, ou seja, este Governo —, tirámos todos os hospitais da falência técnica. É esta a

herança que vamos deixar, ao contrário daquilo que recebemos.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Sr.ª Presidente, já esgotei os 3 minutos de que dispunha, mas com certeza que vamos poder debater ainda

algumas destas questões.

A Sr.ª Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Maria Antónia Almeida Santos.

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados, Srs. Membros do

Governo, Sr. Ministro: Não se pode governar nem por medianas, nem por estatística, numa altura em que a

realidade é muito difícil para os portugueses, para as pessoas que estão mais vulneráveis. Todos nós

sabemos que a realidade, nestes últimos anos, por diversos motivos conhecidos, tem sido muito dura para

com os portugueses.

Sr. Ministro, esta situação implicava medidas não de recurso, mas medidas de uma política instituída. E o

que o Sr. Ministro e este ministério têm feito é recorrerem a medidas de recurso pontuais. E depois temos este

resultado. Infelizmente, situações que são pontuais — e esperemos que continuem a ser pontuais — refletem

já e são consequência das políticas erráticas que o Sr. Ministro tem seguido.

A transferência para o setor privado é uma evidência, Sr. Ministro. As pessoas com mais recursos podem

recorrer às urgências privadas e aí não esperam 22 horas, não esperam, sequer, 1 hora.

Sr. Ministro, isto é uma realidade, que penso que o senhor — que considero um Ministro sensível — deve

ponderar. E deve pedir a solidariedade à Sr.ª Ministra das Finanças, que é quem me parece mandar no

Ministério da Saúde.

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