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9 DE JANEIRO DE 2015

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No fundo, vamos reafirmar que continuaremos a ser a entidade que mais recruta em Portugal e que

conseguiu fazer aumentar o número de médicos numa época em que houve uma redução de quadros na

Administração Pública, vamos conseguir recrutar mais 1700 enfermeiros este ano, e, sobretudo, deixamos os

hospitais numa situação totalmente diferente do que aquela que encontrámos.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Miguel Santos, do PSD.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: Estamos no fim do debate e há um aspeto

que entendemos ser absolutamente inaceitável trazê-lo para esta galeria e utilizar como argumento para

debate.

A Sr.ª Luísa Salgueiro (PS): — Galeria é lá em cima!

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Trata-se do facto de utilizar o falecimento de algumas pessoas como arma

de arremesso político e como forma de instrumentalizar politicamente o debate, e isso foi feito,

nomeadamente, pelo Sr. Deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda.

Cabe perguntar se o Sr. Deputado sabe qual é a causa de morte, se sabe se a triagem foi mal feita ou se

foi bem feita, se sabe se houve ou não negligência. É uma falta de respeito para as próprias famílias o Sr.

Deputado querer tirar dividendos destes casos dramáticos, e dividendos políticos.

Aplausos do PSD.

Não se ria, Sr. Deputado, porque não tem piada rigorosamente nenhuma, não tem piada rigorosamente

nenhuma!

O Sr. João Semedo (BE): — Ri-me dos aplausos, Sr. Deputado!

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Aquilo que o Sr. Deputado faz e que é recorrente — porque não o fez só

hoje, já antes o fez várias vezes — pode designar-se por uma necropolítica. O Sr. Deputado é um

necropolítico! Utilizar o drama das pessoas para instrumentalizar e tentar algum tipo de ganho político é

absolutamente lamentável e nós não aceitamos.

Outro argumento que o Sr. Deputado utilizou foi o de referir que este acorrer anormal às urgências não tem

nada a ver com a sazonalidade e com a gripe. Sr. Deputado, cabe perguntar, então, por que é que nos outros

meses do ano não existe este acorrer anormal às urgências em Portugal. Exatamente porque é sazonal, tem a

ver com o clima, tem a ver com um período especial em que as pessoas estão, de facto, mais sensíveis.

Protestos do PCP.

Mais: um outro argumento aqui utilizado foi o do desinvestimento. Neste caso, a realidade não casa com o

discurso que os senhores utilizam, porque durante esses três anos foram abertos novos hospitais por todo o

País, que podem ser enunciados e que são mais do que conhecidos.

A Sr.ª Presidente: — Queira concluir, Sr. Deputado.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Vou terminar, Sr.ª Presidente.

Além disso, foram feitos investimentos nas próprias urgências de hospitais, tais como em Moimenta da

Beira, Figueira, Leiria, Faro, Penafiel, no Hospital Garcia de Orta, no Hospital Santa Maria, em Coimbra,

Portimão, Gaia, Braga. São investimentos feitos nas urgências exatamente para melhorar a forma de cuidados

de saúde dos portugueses.

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