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13 DE FEVEREIRO DE 2015

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A Sr.ª Sónia Fertuzinhos (PS): — É que em 2011 era de 17,9% e agora é de 19,5%! Há uma diferença,

Sr. Deputado!

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge Machado, que ainda

dispõe de tempo para o efeito.

O Sr. Jorge Machado (PCP): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Srs. Deputados:

Assistimos, neste debate, à maioria PSD/CDS-PP a fugir, literalmente, às suas responsabilidades.

Inventam mil e um cenários, mil e uma desculpas para fugir àquilo que é a dura realidade: a pobreza, no

nosso País, aumentou como nunca tinha aumentado desde o fascismo! E este facto tem responsabilidades

políticas, que são do PSD, do CDS e do Memorando de Entendimento assinado também pelo PS.

A pobreza, Sr.ª Presidente e Srs. Deputados, aumentou entre os idosos, entre os desempregados, entre as

mulheres, disparou de forma significativa entre os empregados, entre as crianças e os jovens.

Sabemos que a pobreza não são só números, são pessoas em concreto. E sabemos, Srs. Deputados, que

há cada vez mais idosos que são obrigados a escolher entre comer ou pagar a conta da eletricidade ou da luz,

entre pagar a conta da eletricidade ou da luz ou pagar os remédios que têm de tomar. Há cada vez mais

crianças a passarem fome e a chegarem subnutridas à escola. E o dedo acusatório só pode estar apontado às

opções políticas do PSD e do CDS-PP, que deliberadamente promovem um processo de concentração de

riqueza!

O Sr. João Oliveira (PCP): — Exatamente!

O Sr. Jorge Machado (PCP): — Mais: não digam que não há dinheiro no nosso País para combater este

flagelo.

Ao mesmo tempo que a pobreza aumenta no nosso País e que temos 2,7 milhões de pobres, PSD e CDS

garantem 7500 milhões de euros para a banca!

Vozes do PCP: — Ah!…

O Sr. Jorge Machado (PCP): — 7000 milhões de euros para pagar uma dívida agiota!

Protestos do PSD e do CDS-PP.

850 milhões em PPP para os grandes grupos económicos!

1008 milhões em swaps para a banca!

E milhões e milhões em benefícios fiscais, em sede de IRC.

Portanto, Sr. Ministro, Srs. Deputados do PSD e do CDS-PP, a dura realidade com que o País, hoje, está

confrontado sobre a pobreza resulta de uma opção ideológica do Governo PSD/CDS-PP, que é a de

concentrar a riqueza em meia dúzia para que muito poucos tenham muitos milhões à custa de milhões e

milhões que passam fome no nosso País.

Aplausos do PCP.

A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, termina aqui o debate de atualidade.

Este debate prolongou-se bastante, porque todos os oradores prolongaram as suas intervenções, pelo que

eu pedia aos Srs. Deputados que normalizassem os tempos de intervenção, porque se sai muito fora do

quadro temporal normal dos debates. Neste debate de atualidade tivemos um excedente de quase 15 minutos.

Srs. Deputados, passamos ao segundo ponto da ordem do dia, que consiste na discussão conjunta, na

generalidade, dos projetos de lei n.os

769/XII (4.ª) — Reforça a proteção das vítimas de violência doméstica,

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