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I SÉRIE — NÚMERO 62

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E, como se não bastasse não governar, o Governo abrandou as reformas que já estavam em estado de

consolidação.

Sr.as

e Srs. Deputados da maioria, as oito recomendações que fazem são todas pertinentes, pena é que

não as tenham feito mais cedo. Ficamos à espera de que estas recomendações tenham consequências.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Miranda Calha): — Também para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada

Helena Pinto.

A Sr.ª Helena Pinto (BE): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: O tema, hoje, é o cancro, uma doença

que continua a vitimar milhares de pessoas. Mas falamos particularmente de um tipo de cancro, o cancro da

pele.

Trata-se de uma doença que merece a nossa atenção, uma doença cuja tendência é claramente o

aumento da sua incidência, uma doença cuja prevenção está diretamente ligada à mudança de

comportamentos, nomeadamente no que diz respeito à exposição ao sol, mas também uma prevenção que

deve ser dirigida de forma específica e particular a todos os trabalhadores e trabalhadoras que exercem as

suas atividades ao ar livre, e não são tão poucos como isso, merecendo, de facto, uma estratégia particular, e

tem de estar presente em todas as matérias que tenham a ver com a higiene e a segurança no trabalho.

Direi, desde já, Sr.as

e Srs. Deputados, que o Bloco de Esquerda votará favoravelmente todas as

recomendações, mas não podemos deixar de assinalar, de alguma forma, o que é extraordinário, a

apresentação de oito recomendações por parte da maioria parlamentar. É que essas recomendações parecem

passar ao lado da política que tem sido seguida por este Governo…

O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — É verdade!

A Sr.ª Helena Pinto (BE): — … e que tem uma marca: a de dificultar o acesso dos cidadãos e das cidadãs

ao Serviço Nacional de Saúde. Esta é uma marca, penso eu, indiscutível!

Por isso, vendo as oito recomendações, Sr.as

e Srs. Deputados do PSD e do CDS, é extraordinário verificar

que os Srs. Deputados estão muito preocupados, e bem, com o reforço da formação específica em

dermatologia dos médicos de família. Mas, Srs. Deputados e Sr.as

Deputadas, há 1 milhão de portugueses e

de portuguesas que não têm, sequer, médico de família!

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — Exatamente!

A Sr.ª Helena Pinto (BE): — Nós não podemos ignorar isto!

Sabemos que é cada vez mais difícil o acesso às consultas de especialidade. As perguntas ao Ministério

da Saúde acontecem todos os dias!

Inclusivamente quando se retiram hospitais do Serviço Nacional de Saúde, como é o caso, que hoje

discutimos na Comissão de Saúde, do Hospital do Fundão, ainda afastamos mais os cidadãos do sistema de

saúde. O mesmo se diga quando os serviços de proximidade são encerrados.

Ó Srs. Deputados, tudo isto está em contraciclo com aquela que tem sido a marca do Governo do PSD e

do CDS.

Deixei para o fim um aspeto que me parece muito importante. É que os Srs. Deputados e as Sr.as

Deputadas recomendam mais rastreios nesta área e isto toca um ponto muito relevante que, inclusivamente, já

foi colocado diretamente ao Sr. Ministro da Saúde. Como todos sabemos, existem, neste momento, menos

rastreios ao cancro, o que é extremamente preocupante e, claro, é a consequência da política que tem sido

seguida, a qual não poderia dar outro resultado, depois de tantos cortes, de tanta obsessão pelos números na

saúde.

Mas, Sr.as

e Srs. Deputados, não tenham preocupações, porque a bancada do Bloco de Esquerda vai votar

favoravelmente as recomendações. O que fazemos é votos para que o Governo, de alguma forma, pelo

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