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I SÉRIE — NÚMERO 105

10

Aplausos do PS.

Sr.as

e Srs. Deputados, nem as áreas de soberania foram poupadas. O fecho e abertura de embaixadas

deixou de ser ditado pelo interesse nacional para ser feito ao abrigo dos interesses dos membros do Governo

e do Primeiro-Ministro. Não havia dinheiro, mas agora já há.A abertura de embaixadas para colocação de

chefes de gabinetes de um Governo em debandada é um escândalo em qualquer parte do mundo e é uma

vergonha para o País.

Aplausos do PS.

O Estado tem de estar ao serviço de Portugal e dos portugueses e não ao serviço dos partidos que

sustentam o Governo.

Ainda esta semana, foi publicada em Diário da República, no final da Legislatura, a criação de mais uma

estrutura de missão, onde são abertos dois lugares de gestor público, para colocação sabe-se lá de quem!

Por outro lado, os pedidos governamentais a direções-gerais do Estado para analisarem o programa

eleitoral do PS constitui uma violação clara das regras democráticas e das leis da República.

E não se tratou de um caso isolado; foram já conhecidos e admitidos pelos respetivos Ministros pedidos

abusivos nos Ministérios da Justiça e da Economia, sem serem assumidas as competentes responsabilidades

políticas.

O Primeiro-Ministro tem de responder pela utilização dos meios do Estado ao serviço do seu partido. O

Governo transformou o Estado na verdadeira direção decampanha da coligação.

A Sr.ª Presidente: — Queira concluir, Sr. Deputado.

O Sr. Marcos Perestrello (PS): — Concluo já, Sr.ª Presidente.

O Governo desistiu de governar o País e já só trata de se governar a si próprio.

O PS exige que o Primeiro-Ministro preste esclarecimentos públicos sobre o apuramento de

responsabilidades e sobre as medidas concretas que tomará para acabar com este clientelismo, que não pode

deixar de minar a confiança dos cidadãos nas suas instituições e garantir a independência do Estado face aos

aparelhos do PSD e do CDS.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, o Sr. Deputado Hélder Amaral.

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs. Secretários de Estado, Sr.as

e Srs.

Deputados: Não me surpreende a intervenção que o Partido Socialista acaba de fazer, é sinal dos dias, é um

misto de desespero e de inveja.

Protestos do PS.

Não vou lembrar as comissões de inquérito em relação à fundação para as comunicações móveis nem a

das PPP, ou os relatórios do Tribunal de Contas sobre as PPP nem os consultores, nada disso, porque seria

um ato de sofrimento que quero poupar ao Partido Socialista.

A Sr.ª Conceição Bessa Ruão (PSD): — Não sei de deve!…

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — De qualquer forma, não deixa de ser curioso que, sendo a frase no jobs

for the boys da autoria do Primeiro-Ministro do «pântano», o Partido Socialista, porque as sondagens não são

favoráveis e porque não conseguem encontrar o caminho nem uma linha de rumo,…

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