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I SÉRIE — NÚMERO 14

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O Sr. João Oliveira (PCP): — Os senhores é que têm de justificar as negociatas que andaram a fazer!

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — … e deixar de ser um elemento fundamental para as exportações do

País. É que não pode vir aqui meter tudo no mesmo saco.

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Sr. Deputado, agradecia que terminasse.

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — O Sr. Deputado tem de dizer qual é o modelo de gestão que quer, qual

é a TAP que quer, quem paga, quem despede, quem paga os despedimentos que vão ser necessários fazer,

quem paga os prejuízos da TAP.

O Sr. Deputado está a fazer uma única tentativa: manter o poder dos sindicatos. Isso é muito poucochinho

para a TAP que queremos, para a TAP que precisamos.

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Bruno Dias.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, agradeço as questões colocadas pelo Sr.

Deputado Heitor de Sousa.

Ao Sr. Deputado Hélder Amaral quero fazer apenas um pequeno exercício de memória: os senhores foram

demitidos do Governo há pouco tempo,…

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Demitidos?!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — … mas desgovernaram o País durante mais de quatro anos.

Vozes do PCP: — Muito bem!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Em relação aos despedimentos na TAP, quando o Sr. Deputado Hélder

Amaral pergunta quem é que paga, eu gostaria que pensasse na ameaça de despedimentos que está a ser

feita aos trabalhadores no atual quadro que os senhores causaram e provocaram.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Exatamente!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Nós já sabemos que o CDS tem sempre muitas dificuldades em assumir as

responsabilidades. Foi assim no Ministério da Defesa, com os contratos que depois viemos a descobrir em

relação aos submarinos; é assim em relação ao que se passou na TAP, com a Manutenção Brasil, que os

senhores empurraram com a barriga e deixaram a situação no ponto a que chegou. Nós já sabemos isso muito

bem, mas é preciso que alguém se lembre das responsabilidades que os senhores assumiram no Governo

anterior e das consequências concretas daquilo que decidiram.

Protestos do CDS-PP.

Isto porque, quando, em relação à questão magna, perguntamos quem é que paga os custos da TAP, eu

até cedia tempo ao Sr. Deputado para me dizer quantos euros é que o Estado meteu na TAP nos últimos 18

anos. Quantos? Nem 1 cêntimo, Sr. Deputado!

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — É uma vergonha!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — O Estado foi buscar milhares de milhões de euros em descontos dos

trabalhadores e da empresa, em contribuições para a segurança social, sendo o maior exportador líquido

português e não deu 1 cêntimo para a companhia.

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