O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 14

20

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Tem de fazer o favor de terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Estou a terminar, Sr. Presidente.

Como estava a dizer, o projeto que o PCP tem para a TAP é muito claro, foi apresentado nesta Assembleia

e implica, de facto, processos que têm a ver com o reforço da companhia, sem que as ameaças que os

senhores vêm brandindo há anos, sobre o que acontece numa TAP pública,…

O Sr. Luís Leite Ramos (PSD): — Não são ameaças, Sr. Deputado, são factos!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — … tenham necessariamente de acontecer, e esta é a nossa preocupação. É

que essas ameaças aparecem já hoje no horizonte, agora que a TAP está nas mãos e sob o controlo daqueles

interesses privados, e é isso que não podemos deixar que aconteça.

Aplausos do PCP, do BE e de Deputados do PS.

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Ainda para uma declaração política, tem a palavra a Sr.ª

Deputada Nilza de Sena.

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: O Governo do Partido Socialista

inaugurou as suas funções criando um clima de instabilidade no sistema educativo,…

Risos do PCP.

… avançando sem rumo, precipitado e de forma impensada.

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Muito bem!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — A reboque dos partidos da esquerda radical, Bloco de Esquerda e PCP, o

Partido Socialista alterou as regras do jogo depois de iniciado o ano letivo, quase no fim de um período

escolar, sem alternativas, sem pensamento próprio e com um Ministro da Educação escondidinho na 5 de

Outubro.

O Sr. Telmo Correia (CDS-PP): — Muito bem!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — Eliminaram as provas do 1.º ciclo do ensino básico, sem reflexão, sem que

o tivessem defendido no seu Programa Eleitoral, sem que discutissem entre si, sem debate público, sem olhar

aos resultados, sem mais.

Tenho mesmo as minhas dúvidas sobre se os Deputados do Partido Socialista terão lido o Programa do

Governo que aprovaram na semana passada e que reza palavras bonitas que nada têm a ver com o que

aconteceu. Dizem, na página 105, que pretendem «reavaliar a realização de exames nos primeiros anos de

escolaridade», mas como podem reavaliar algo que, antes, já eliminaram?! Como?! E que pensa o Sr. Ministro

da Educação sobre o assunto? Será que o Sr. Ministro ligará para a Sr.ª Deputada Catarina Martins a pedir

opinião? Ou o Sr. Ministro da Educação aceita o papel de conservador de registo civil, que atesta o casamento

do PS com os radicais à esquerda, e de notário, que assina medidas avulsas e desestabilizadoras, de

Jerónimo e Martins?!

E, já agora, depois de eliminadas as provas finais, como fará o Governo socialista para monitorizar as

aprendizagens no 1.º ciclo? Sim, porque uma coisa é acabar com os exames de forma repentista, outra coisa

é aferir, com instrumentos comparáveis e fiáveis, a nível nacional.

Nesta senda, valerá a pena perceber se o PS pretende manter o compromisso de transparência e de

informação aos pais, com o PortalInfoescolas. Ou será que vamos regressar ao exemplo, mau exemplo, do

Páginas Relacionadas
Página 0041:
10 DE DEZEMBRO DE 2015 41 E isto só faz sentido no quadro de uma estratégia positiv
Pág.Página 41
Página 0042:
I SÉRIE — NÚMERO 14 42 Fica, assim, demonstrado que o anterior Govern
Pág.Página 42