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10 DE DEZEMBRO DE 2015

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Ministro Augusto Santos Silva, na educação, que se recusava a fornecer dados para o ranking, porque

também queria a informação muito bem escondida de todos?!

Mais: se, de facto, pretendem manter a transparência e a informação, como a poderão garantir sem haver

monitorização, sem exames?!

Só um pequeno detalhe, Srs. Deputados, uma coisa assim de somenos: como é que desenharão políticas

públicas de educação sem saber resultados escolares?!

Protestos do PCP.

E como é que teremos condições de nos comparar internacionalmente com outros países, em programas

como o PISA da OCDE, se ninguém avalia nada, se ninguém identifica as dificuldades e ninguém pode

aperfeiçoar metodologias?!

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Não leram, não leram!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — Outra coisa intrigante: como é que se promove o sucesso escolar e se

protegem os alunos com dificuldades se não se sabe quem são, porque já não há como saber quem são?!

Sr.as

e Srs. Deputados, temo o retrocesso. Parece que, de agora em diante, talvez seja mais importante

para o atual Governo contribuir para os números, em vez de garantir que os alunos sabem as matérias.

Quero dizer ao Partido Socialista que ainda vai a tempo. Está muito a tempo de perceber que não basta

parecer, é preciso saber; que promover o sucesso escolar passa pela exigência, não passa pela transição

administrativa dos estudantes que não aprenderam, apenas para fazer o bonito nas estatísticas.

Pergunto também ao PS se teremos de ouvir, na FENPROF, em Mário Nogueira, que trata o Sr. Ministro da

Educação como o «jovem Tiago», a voz de comando deste Governo. É que ainda ninguém ouviu uma voz

autorizada do Governo falar em educação.

O Sr. Jorge Duarte Costa (BE): — Vocês têm pesadelos horríveis!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — E sobre a PACC? Eliminaram a prova, numa cambalhota monumental! A

prova criada pelo próprio Partido Socialista e a sua Ministra Maria de Lurdes Rodrigues acabou, de supetão!

Renegam, mais uma vez, o vosso próprio passado, introduzem, novamente, instabilidade e querem voltar ao

ensino facilitista para cumprir a coligação negativa.

Sabemos que é apanágio do Partido Socialista reduzir o insucesso de forma administrativa e optar pelo

caminho mais fácil, mais demagógico, senão mesmo mais populista.

Vi, com apreensão, uma capa de um jornal do fim de semana dizer: «PS arrasa aposta educativa do

anterior Governo».

A Sr.ª Carla Cruz (PCP): — Ainda bem!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — Porquê? Porque não gosta da crescente autonomia das escolas? Porque

discorda da descentralização que o anterior Governo promoveu? Porque não gosta da aproximação da escola

às comunidades vivas regionais, como as empresas ou os institutos politécnicos?

O Sr. João Oliveira (PCP): — Isso é na Suécia?!

A Sr.ª Nilza de Sena (PSD): — Porque não quer aceitar que a diminuição do insucesso e do abandono

escolares passa por percursos escolares diferenciados, como o vocacional? Porquê?

Protestos do Deputado do PCP Miguel Tiago.

Só posso pensar que o Partido Socialista anulou as suas convicções, fez tábua rasa do seu histórico, dos

resultados que hoje são visíveis e cede a uma política de terra queimada na educação.

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