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I SÉRIE — NÚMERO 14

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Sr. Deputado, confirma, ou não, que, para alcançarmos esse objetivo, bastará que cumpramos o mesmo

ritmo, o mesmo resultado que alcançámos em agosto, em setembro e em outubro? Os Srs. Deputados

receberam no último mês um «comboio» que ia a uma velocidade que, se for mantida, não mais do que isso,

cumpre a meta e fica abaixo dos 3%.

Sr. Deputado, a UTAO confirmou que o resultado desses três meses, ao ritmo a que o comboio vinha, é

suficiente, mais do que suficiente, para alcançarmos os 3%. E, por isso, Sr. Deputado, quando ouvimos o

Governo dizer que, se calhar, vai reunir o Conselho de Ministros esta semana para discutir o défice, pergunto:

concorda, ou não, comigo em que a única coisa que tem de se dizer ao Governo é: «Deixem as coisas correr

como estão a correr, não estraguem! Se há alguma decisão que tenham de tomar é a de dizer aos serviços

para fazer o que estavam a fazer!».

Protestos de Deputados do PCP.

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Parece uma cassette!

Entretanto, reassumiu a presidência o Presidente, Ferro Rodrigues.

O Sr. Presidente: — Já ultrapassou o seu tempo, Sr. Deputado. Peço-lhe que conclua.

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — Vou terminar, Sr. Presidente.

O Sr. Deputado Paulo Trigo Pereira fez referências à estratégia. Pergunto se se revê nestas palavras, que

são suas: «A esquerda valoriza o trabalho e as condições laborais (…) e vê no Estado um indispensável

elemento regulador (…). Porém, apresenta medidas de política económica ignorando a restrição orçamental

global do Estado. (…)», e, especificamente, sobre medidas que estão nesta Casa em discussão, «(…) uma

reposição total de salários de funcionários públicos em 2016, como foi defendida pelo PS (…), é um erro

político, táctico e estratégico (…)…

O Sr. Presidente: — Peço-lhe que conclua, Sr. Deputado.

O Sr. António Leitão Amaro (PSD): — … uma reposição de salários (como aconteceria com a reposição

de pensões), acima de valores considerados razoáveis, iria acentuar as desigualdades sociais!».

O Sr. Deputado tem um nível de seriedade que eu respeito muito, por isso, por favor não dê a mesma

resposta que o Sr. Ministro Mário Centeno, segundo o qual aproximar análises teóricas à realidade era um

disparate.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Muito bem!

O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Sá.

O Sr. Paulo Sá (PCP): — Sr. Presidente, Sr. Deputado Paulo Trigo Pereira, nos meses que antecederam

as eleições legislativas do dia 4 de outubro, o PSD e o CDS-PP pintaram a situação económica e orçamental

do País de cores muito vivas, tentando criar a ilusão de que a situação do País estava a melhorar, que as suas

políticas tinham dado resultado, que os sacrifícios impostos aos portugueses tinham valido a pena. Mas a dura

realidade revelou-se imediatamente após as eleições. Os dados vindos a público têm confirmado a falsidade

total e completa da propaganda do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Miguel Morgado (PSD): — Qual é a falsidade?

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