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19 DE DEZEMBRO DE 2015

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um o da nossa política externa. E, nessa, a prioridade deve ser, precisamente, a da reabertura da questão

climática, na cena internacional, que permanece uma questão em aberto e sem solução, depois da Cimeira de

Paris.

Em segundo lugar, temos que fazer a nossa parte, independentemente das limitações dos objetivos agora

estabelecidos na COP21. Temos de fazer a nossa parte na agricultura e na transformação da produção

agrícola, na reabilitação urbana, na eficiência energética, na mobilidade sustentável, na reconversão produtiva

e na descarbonização da economia.

Não faltou, como disse, quem tomasse desejos por realidade, à saída da Cimeira. Mas há também um

movimento global pela justiça climática, que não aceita menos do que compromissos e resultados concretos

para evitar o colapso ambiental que nos promete o capitalismo global que nos conduz neste processo.

O nosso grande aliado, enquanto país e enquanto zona geográfica especialmente vulnerável a alterações

climáticas, é, portanto, esse movimento de justiça climática global, que, em termos sombrios, como aqueles

em que se desenrolou a Cimeira de Paris…

A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Sr. Deputado, tem de concluir.

O Sr. Jorge Duarte Costa (BE): — Termino já, Sr.ª Presidente.

Como eu dizia, o nosso grande aliado é esse movimento de justiça climática global, um dos mais

auspiciosos sinais de uma Humanidade que não desistiu de si própria e do seu futuro neste planeta.

Aplausos do BE, do PCP e do PAN.

A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — A Mesa não regista pedidos de esclarecimentos, pelo que vamos

prosseguir, mas, antes de dar a palavra ao próximo orador, relembro, em nome da Mesa, que estão a decorrer

eleições na Sala D. Maria. Apelo a todos, Sr.as

e Srs. Deputados, para que não se esqueçam de ir votar.

Sr. Deputado José Luís Ferreira, tem a palavra para uma intervenção.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as

e Srs.

Deputados: Infelizmente, todos nós conhecemos as consequências das alterações climáticas e todos temos

consciência da ameaça que este fenómeno representa para o planeta e para a Humanidade. Mas também

conhecemos os motivos e as causas deste grave problema.

Tal como noutros domínios, também aqui só há uma forma de evitar as consequências, e essa forma é o

combate às causas que as provocam. Sem um forte e urgente abanão, no sentido de eliminar as causas, e

face ao que se conhece, relativamente aos seus efeitos, podemos, sem grande esforço, prever o pior para o

futuro — para o futuro do planeta e para o futuro da Humanidade.

Impõem-se, por isso, medidas sérias, no sentido de combater as causas. E, quando falamos das causas

das alterações climáticas, falamos, sobretudo, do modelo de desenvolvimento que tem norteado os destinos

da humanidade e os do planeta.

O que está em causa, quando falamos das causas, é o modelo de desenvolvimento que assenta na

exploração das energias fósseis, na corrida desenfreada e irracional do produtivismo, mas também, e não

menos importante, nas desigualdades entre os povos. É este modelo de desenvolvimento que está em causa

e é este modelo de desenvolvimento que é urgente equacionar.

Ainda esta semana, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgou um relatório que nos

mostra, mais uma vez, que a vulnerabilidade das comunidades às alterações climáticas é cada vez mais

evidente, com cerca de 1300 milhões de pessoas a viverem em terras frágeis e muitos outros milhões de

pessoas a sofrerem as consequências dos desastres naturais ou, melhor, dos desastres ditos naturais.

O mesmo relatório vem confirmar que as alterações climáticas associadas a um aumento médio da

temperatura global têm conduzido à mudança nos padrões de precipitação, ao aumento do nível das águas e

a uma maior frequência de fenómenos climáticos extremos.

Nada que, infelizmente, não soubéssemos já! Ainda assim, é mais um apelo para a necessidade de tomar

medidas urgentes. Foi, aliás o que se esperou da Conferência de Paris: tomar as opções corretas, fazer as

melhores escolhas para o planeta.

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