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I SÉRIE — NÚMERO 37

32

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge

Campos.

O Sr. Jorge Campos (BE): — Sr. Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: Partilhamos as preocupações

respeitantes ao Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, parcialmente destruído por um incêndio no

passado dia 21 de dezembro. É um equipamento único e de indiscutível relevância cultural. Tratando-se de um

museu virtual, explora as possibilidades digitais de modo a proporcionar uma viagem interativa à volta da

disseminação da língua portuguesa no Brasil em contacto com os povos locais. Esta é uma particularidade

muito importante.

É, portanto, um exemplo notável de entendimento da língua portuguesa não como fonte ontológica mas,

sim, como parte de um intercâmbio cultural complexo. É nesta perspetiva que encaramos estes problemas.

Em relação à proposta do Sr. Deputado José Cesário, do PSD, parece-me um pouco ir além do razoável

partir do incêndio do Museu da Língua Portuguesa de São Paulo para um programa muito vasto e muito amplo

de realizações no Brasil, tanto mais que passa, depois, pela lusofonia e pela CPLP. Não quero entrar neste

debate agora, mas lusofonia e CPLP é algo sobre que teremos muito de refletir.

Esta é uma questão estratégica para o povo português e, se é verdade que somos indeclináveis

defensores da nossa língua, creio que ninguém o porá em dúvida, a verdade é que alguns destes conceitos

requerem atualização. Quando mais não fosse, Sr. Deputado José Cesário, bastaria dizer que na CPLP já há

quem não fale português. Dir-lhe-ia que, no âmbito da lusofonia, há um país onde apenas 4% da população

fala português e outro em que são só 40%, são os casos de Timor-Leste e de Moçambique.

Portanto, temos, de facto, de refletir sobre estas questões e, obviamente, devemos fazer um esforço

acrescido no sentido de divulgar e disseminar a língua portuguesa. Estamos totalmente de acordo quanto a

isso.

Onde já não estamos de acordo é quando o Sr. Deputado diz que pretende tornar ainda mais evidente a

nossa presença no Brasil. Compreendo, mas isto faz-me lembrar outras coisas, Sr. Deputado, desculpe que

lhe diga, nomeadamente os tempos do luso-tropicalismo. Não é o problema de termos um programa muito

ambicioso com estas características que, certamente, nos pode favorecer aquilo que pretendemos valorizar.

Os Srs. Deputados do PSD defendem, nomeadamente, a rápida criação da escola portuguesa de São

Paulo, o programa de promoção cultural no Brasil, enfim, há variadíssimas medidas elencadas, e, a dado

passo, é dito que houve variadíssimas reuniões formais e informais entre os responsáveis dos dois países, das

quais resultaram…

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Sr. Deputado, agradecia que terminasse.

O Sr. Jorge Campos (BE): — Vou já terminar, Sr. Presidente.

Dizia eu, é dito que houve variadíssimas reuniões formais e informais entre os responsáveis dos dois

países, das quais resultaram importantes pistas que importa prosseguir. Se o Sr. Deputado pudesse prestar-

nos um esclarecimento sobre essa matéria seria interessante para se saber o ponto em que estamos e se as

propostas que faz são condizentes com as diligências efetuadas, até porque os senhores estiveram no poder

durante quatro anos e, portanto, terão alguma coisa a dizer.

Finalmente, reiteramos que é nosso entendimento que…

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Queira terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Jorge Campos (BE): — Vou terminar, Sr. Presidente.

O Estado português tem a obrigação de gerir uma diplomacia cultural para o diálogo entre povos livres,

para a partilha artística literária e da língua portuguesa numa lógica de reciprocidade e de equilíbrio. Este é

nosso ponto de vista.

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