O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

16 DE ABRIL DE 2016

19

O Sr. Primeiro-Ministro: — … que o PSD, pura e simplesmente, mesmo concordando com o que está escrito

na declaração, discorde da declaração por ela ter sido assinada com o Governo grego e com o meu colega

Aléxis Tsípras.

Sr. Deputado Luís Montenegro, no dia em que aceitemos que qualquer Estado-membro tem direito a

substituir-se à legitimidade democrática de cada povo de cada Estado-membro escolher o seu próprio Governo

teremos morto, definitivamente, a democracia na Europa e o apoio dos democratas europeus ao projeto europeu.

Aplausos do PS.

É, por isso, que, com muita satisfação, não dei continuidade à política que tinha sido seguida, de, como que

uma redenção do nosso sofrimento, pedir mais sofrimento para os nossos parceiros. Não!

Aplausos do PS.

O sofrimento dos gregos não atenua o sofrimento que os senhores infligiram aos portugueses. Aquilo que

temos de ter é uma nova política no conjunto da Europa que faça sofrer menos os gregos, que faça sofrer menos

os portugueses e não faça sofrer ninguém, na Alemanha, nem na Holanda, nem na Finlândia.

Aplausos do PS.

Trabalhamos com todos os governos da União Europeia e com todos eles contribuiremos positivamente para

uma política económica que reforce o crescimento, o emprego e a convergência económica no conjunto europeu,

porque sem maior convergência não diminuímos as assimetrias e sem diminuir as assimetrias não teremos

maior estabilidade na zona euro, e mais instabilidade na zona euro é mau para quem está na periferia, mas

também é muito mau para quem está nas economias mais ricas e tem de suportar também o custo do que

acontece nas periferias.

Não há uma moeda única com 28 países com 28 orientações diferentes. Temos de ter uma convergência

nas políticas económicas, porque só assim conseguiremos, com eficácia, sustentar, defender, promover e

reforçar a importância do euro, que é aquilo que deve ser uma prioridade também da União Europeia.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Passamos agora ao tempo de intervenção do Grupo Parlamentar do CDS-PP.

Tem a palavra a Sr.ª Deputada Assunção Cristas.

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, antes mesmo de entrarmos na

agenda deste debate quinzenal, permita-me voltar a um tópico do nosso debate de há 15 dias que ficou

«pendurado».

Queria perguntar-lhe se quer aproveitar esta oportunidade para corrigir o que então me disse sobre as

supostas ilegalidades cometidas pelo Governo anterior na contratação da concessão da Metro do Porto.

Aplausos do CDS-PP.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr.ª Deputada, não tenho mais nada a acrescentar.

O Sr. Presidente: — Sr.ª Deputada, faça favor.

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, então, eu tenho alguma coisa

a acrescentar e vou distribuir, para que o Sr. Primeiro-Ministro fique esclarecido quanto à incorreção, para não

dizer falta à verdade, que cometeu há 15 dias. Nessa altura, disse que o Governo anterior tinha cometido

Páginas Relacionadas
Página 0032:
I SÉRIE — NÚMERO 55 32 A Assembleia da República presta um merecido t
Pág.Página 32