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16 DE ABRIL DE 2016

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de recorrer, sistematicamente, à requisição de outsourcing de escritórios de advogados ou de analistas

financeiros.»

Risos do PS.

«Isso fragiliza a proteção do interesse público e torna aqueles que servem momentaneamente o Estado mais

permeáveis à influência, normal, da atividade que desenvolvem noutras circunstâncias para os seus clientes

privados.»

Sr. Primeiro-Ministro, concorda ou discorda desta ideia?

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr. Deputado, se me permite, queria começar por felicitar o Sr.

Deputado Pedro Passos Coelho pela sua reeleição para a liderança do PSD e pelo congresso que teve lugar

após o nosso anterior debate e desejar-lhe as maiores felicidades na continuidade das suas funções.

Sr. Deputado Luís Montenegro, a minha resposta é simples: eu costumo concordar com aquilo que digo,

porque costumo dizer aquilo com que concordo.

Aplausos do PS.

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Nem sempre!

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Luís Montenegro.

O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, creio que estamos na presença de

mais um caso em que a palavra dada não foi a palavra honrada.

Aplausos do PSD.

Sr. Primeiro-Ministro, é verdade, aquilo que acabei de ler foi dito por si em junho de 2015, mas não tem nada

a ver com o que tem sido a sua prática, a de ir buscar, precisamente, alguém para negociar em seu nome e em

nome do Governo, porque não vê capacidade nem no seu Governo nem na Administração Pública para

promover essa negociação.

Mais do que isso, Sr. Primeiro-Ministro, estamos no domínio da transparência, do escrutínio e da fiscalização

dos atos que são praticados em nome do Estado.

O Sr. Primeiro-Ministro disse, na semana passada, que os membros do Governo não devem falar em público

como se estivessem à mesa do café. Devo dizer-lhe que é muito avisada essa indicação aos membros do

Governo, mas ela tem de começar por cima, por si próprio, Sr. Primeiro-Ministro!

A forma como o Sr. Primeiro-Ministro disse ao País que tinha ao seu lado o seu melhor amigo e que ele

estava a negociar por si dossiers importantes da governação e que nem precisava sequer de contrato, mas,

enfim, que chatice!, já que toda a gente fala disso, ia até fazer um contrato, não lhe parece que é uma espécie

de conversa de café muito séria, porque, repito, estamos no domínio da transparência, do escrutínio e da

fiscalização dos atos que são praticados em nome do Estado e do Governo?

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Já agora, Sr. Primeiro-Ministro, três semanas e meia depois, ainda não arranjou tempo para esclarecer o

Parlamento e, em concreto os Deputados do PSD, sobre as questões que lhe dirigimos a propósito da sua

pretensa intervenção no sistema financeiro, da realização de reuniões com acionistas de bancos privados? Isto

também é estar a escrutinar e a fiscalizar a ação do Governo, a começar no Primeiro-Ministro.

Sr. Primeiro-Ministro, isto tem de ser levado a sério! Parece-me que não está, de facto, a cumprir a sua

obrigação. Está a esconder o quê, Sr. Primeiro-Ministro? Há alguma coisa de difícil nessas respostas?

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