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I SÉRIE — NÚMERO 62

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E, em relação ao presente da Caixa Geral de Depósitos e ao que ela poderia fazer, que tal os senhores, que

defendem mais crédito para as PME, maior fomento à economia, terem propostas para a Caixa?!

A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Apresentámos propostas e o CDS votou contra!

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Que tal, quando negoceiam votos que viabilizam o Governo que os

senhores apoiam, começarem a negociar isso?!

Risos do BE.

O Sr. António Filipe (PCP): — O Ricardo Salgado é que bom!

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Srs. Deputados, compreendemos muito bem: do ponto de vista dos

princípios e dos discursos, o PCP vem hoje defender um mundo utópico, mas, do ponto de vista da prática, o

que os senhores fazem é apoiar este Governo e o que vêm hoje fazer é votar a favor de um Programa de

Estabilidade que vai, na prática, ser exatamente contrário ao que os senhores defendem.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Não se faça de desentendida!

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — É assim que hoje cairá a máscara do PCP.

Aplausos do CDS-PP.

O Sr. António Filipe (PCP): — Os banqueiros é que são bons!

O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Oiçam o PS e obedeçam!

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Filipe Soares.

O Sr. Pedro Filipe Soares (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O debate de hoje é sobre um dos

fatores principais de governação e de escolhas democráticas em qualquer país, isto, é, o sistema financeiro, o

sistema bancário.

Seria de esperar, pelo menos, que houvesse alguma responsabilidade neste debate, quem se lembrasse do

passado recente, quem se lembrasse das escolhas que fez e que se apresentassem alternativas para um debate

tão importante.

Ora, tivemos aqui uma direita desmemoriada, incapaz de olhar para quatro anos do passado recente e sem

trazer, sequer, um projeto para o País. Foi incapaz de defender aquilo que diz que é a sua matriz ideológica: a

possibilidade da gestão privada.

Não há nenhuma proposta de gestão privada da banca que resista à nossa história recente.

Gestão privada do BPN: desastre público.

Gestão privada do BPP: desastre público.

Gestão privada do BES: desastre público.

Gestão privada do BANIF: desastre público.

São estes os desastres da gestão privada que, quando levam os bancos a ajoelhar, os levam sempre a bater

à porta do Estado para que seja o Estado a pagar aquilo que os privados estragaram. Isso é que nós não

aceitamos e é por isso que, neste debate tão importante, nós não ouvimos um programa da direita, um projeto

da direita capaz de defender essa gestão privada. Não há boa gestão privada da banca, os exemplos estão aqui

para o demonstrar.

Tivemos, do lado do CDS, uma questão ou uma postura curiosa. Isto porque, se o PSD dizia que não havia

nada a apontar à última governação, que a estabilidade da banca estava aí para todos vermos, o que

percebemos foi que a estabilidade da banca, para o PSD, é o desastre do BES ou o desastre do BANIF. A única

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