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I SÉRIE — NÚMERO 80

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A confiança que o Governo tem na economia funda-se nestes números, funda-se no contacto com as

empresas, funda-se em iniciativas concretas.

Estive hoje de manhã, em Lisboa, a inaugurar um espaço que deixou de estar afeto ao Ministério da Defesa,

a Manutenção Militar, um espaço abandonado, que, em articulação entre o Governo e a Câmara Municipal de

Lisboa, vai ser transformado num espaço para empresas modernas, de empreendedorismo, mas também para

grandes empresas de serviços que queiram instalar-se em Lisboa. Estive, anteontem, no Porto, numa iniciativa

semelhante com a Câmara Municipal do Porto, e tive o prazer de também já ter estado em Braga, em Aveiro,

em Coimbra e em várias outras partes do País, com câmaras municipais, com empreendedores, com empresas

que estão a investir e que acreditam no nosso País. São estas empresas que representam o nosso futuro e

estas empresas não estão — e peço desculpa aos que assim acreditam — com falta de confiança em Portugal.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Sr. Ministro, há nove oradores inscritos para pedir esclarecimentos. Como quer

responder?

O Sr. Ministro da Economia: — Responderei a grupos de três oradores, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: — Assim sendo, do primeiro grupo de três, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Mota

Soares.

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr. Ministro da Economia, é sempre um prazer

encontrá-lo aqui, no Parlamento. E hoje o Sr. Ministro vem-nos falar do que é o papel do Ministro da Economia.

Confesso que também já perguntei a mim próprio qual é o papel do Ministro da Economia. E lembrei-me de

uma pessoa que o conhece muito bem, é, aliás, seu amigo — penso que terá sido mesmo quem o convidou

para o Governo —, que, quando o quis descrever, não se lembrou de um termo melhor do que a palavra

«tímido». Fiquei na dúvida sobre o que o Primeiro-Ministro queria dizer quando achou que o Ministro da

Economia era tímido. E achei que a melhor forma de responder a esta minha dúvida era ir ao dicionário ver o

significado da palavra «tímido». E aí, entre outros sinónimos, encontrei: acanhado, amedrontado, apoucado,

assustadiço, atadinho, empachoso, encolhido, envergonhado, espantadiço, fraco, frouxo, ignavo, imbele,

incerto, matuto, medroso, mijote,…

Risos do PSD e do CDS-PP.

… mole, pávido, poltrão, pusilânime, recatado, receoso, retraído, semetidinho, temeroso, trépido,

vergonhoso.

Protestos do PS.

Sr. Ministro, não fui eu, nem ninguém da bancada do CDS, que lhe chamou isto. Foi uma pessoa que é seu

amigo, o Primeiro-Ministro que o convidou para o Governo, que descreve V. Ex.ª desta forma.

E eu, que na maior parte das vezes nem concordo com o Primeiro-Ministro, confesso que, desta vez, ele, se

calhar, tinha alguma razão.

Vozes do PS: — Eh!

O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): — Sr. Ministro, sempre que há uma notícia sobre a economia

portuguesa, essa notícia, infelizmente, é frouxa, é tímida. Nós olhamos para todas as agências internacionais e,

sempre que falam sobre a economia portuguesa, a verdade é que reveem os números para baixo. O FMI, o

Conselho das Finanças Públicas, a UTAO, a Comissão Europeia, a OCDE e, agora, até o próprio Banco de

Portugal, quando olham para os dados da economia portuguesa, dizem que eles são muito mais fracos do que

os dados que o Governo continua a dar do crescimento da nossa economia.

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