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18 DE JUNHO DE 2016

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O Sr. Paulino Ascenção (BE): — Sr. Presidente, Sr. Deputado Carlos Pereira, o problema da

descapitalização das empresas, tal como do desemprego, resolve-se da maneira simples que é mais eficaz,

com políticas de crescimento que não dispensam o investimento público.

O crescimento fará subir os resultados das empresas e melhorar a saúde dos seus capitais próprios. É

preciso ir à raiz do problema, porque medidas paliativas não mudam a essência.

Os partidos da direita andam sempre com a narrativa de terem recuperado o investimento. Analisando os

componentes da variação do investimento e esmiuçando esse investimento desmontamos a falácia. Nos

períodos que, em termos de variação em cadeia, revelam maior variação possível de investimento — primeiros

trimestres de 2014 e de 2015, respetivamente —, qual é a componente mais relevante que encontramos?

Variações de existências que decorrem da paragem das refinarias da Galp para manutenção, variações de

existências que, obviamente, se esfumaram nos períodos subsequentes, e, também, da construção do

imobiliário. É este investimento que sustenta o crescimento da economia, que cria emprego duradouro?

Quanto ao investimento estrangeiro, é outra falácia. Traduzia-se na compra de empresas que vão

proporcionar rendas fixas aos novos donos, que vão traduzir-se, a médio prazo, num saldo negativo de saída

de capitais do País. Onde é que estão os novos investimentos, as novas instalações industriais?

Perante este cenário, estas ilusões estatísticas, pergunto: de que maneira se distingue a estratégia

preconizada pelo PS? Como irá proporcionar um crescimento mais sustentado e duradouro, promover emprego

qualificado, que estanque a sangria da emigração e promova o regresso daqueles que saíram do País?

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Carlos Pereira.

O Sr. Carlos Pereira (PS): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, obrigado pelas perguntas que me colocaram.

Sr. Deputado Virgílio Macedo, compreendo que o PSD esteja mortinho por conseguir construir uma narrativa

de que este Governo e este Partido Socialista é contrário à economia e às empresas.

Protestos do PSD.

Mas, na verdade, esse esforço que o PSD está a fazer só revela uma tentativa um bocadinho obsessiva para

esconder…

Protestos do PSD.

Os Srs. Deputados estão sempre muito excitados quando a bancada parlamentar do PS fala!

Como eu dizia, do meu ponto de vista e do ponto de vista do PS, essa posição só pretende esconder aquilo

que foi o garrote que o PSD e o CDS impuseram à economia e ao tecido empresarial português nos últimos

cinco anos, e esse garrote é claro quando se olha para os resultados no final de 2015, quando os senhores

saíram do Governo. No final de 2015, estávamos num verdadeiro plano inclinado. O País estava em plano

inclinado profundo!

Protestos do PSD.

Srs. Deputados, só para terem uma ideia, os senhores colocaram a economia portuguesa a recuar 13 anos!

Tivemos uma queda de cinco pontos percentuais no produto interno bruto do País, nunca visto na história

democrática do País.

Aplausos do PS.

Portanto, Sr. Presidente, o Sr. Deputado Virgílio Macedo apresentou um conjunto de indicadores. Permita-

me lembrar-lhe os indicadores que o Sr. Deputado quis esconder.

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