I SÉRIE — NÚMERO 85
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Apostou no investimento, porque se reforçou o investimento público, repondo rendimentos para as famílias,
necessários para satisfazer as necessidades e os anseios das populações.
O PS, quer na Agenda para a Década, quer no seu Programa do Governo, foi claro na defesa da consolidação
das autarquias locais e crítico da reforma do PSD/CDS, cuja fusão/agregação de freguesias foi uma
oportunidade perdida de uma reforma consensual que reforçasse as competências, os meios e a dimensão das
freguesias, e que deveria ter resultado de um impulso participativo das próprias autarquias. Não foi nada disso
que aconteceu. Foi um processo atabalhoado e ferido de auscultação e diálogo efetivos. Contra tudo e contra
todos.
Da proximidade apregoada pela direita na Lei n.º 22/2012, fez-se distância. Da apregoada presença do
Estado pela direita, fez-se ausência fechando serviços públicos essenciais como tribunais, que agora voltaram
a reabrir na defesa de uma justiça acessível, sob a égide do Governo vigente.
O arquivo morto, afinal, Caros Deputados do PSD, era Portugal e o «assobiar para o lado» foi o «assobiar
para o lado» do PSD e da coligação para o sofrimento e empobrecimento dos portugueses.
Queremos fazer diferente. Assim, a reorganização territorial das freguesias deverá ser reavaliada e
queremos, acima de tudo, tratá-la com critérios objetivos que permitam às autarquias locais aferir os resultados
e corrigir os casos mal resolvidos, já com fundamento num novo quadro legal, a aprovar o mais brevemente
possível.
Srs. Deputados e Sr.as Deputadas, é nesse quadro democrático que estamos a trabalhar, numa lógica
integrada que requer diálogo com as associações representativas, como a ANAFRE e a ANMP, como estamos
a fazer, por forma a que, de modo sereno, ponderado e com uma visão estratégica e prospetiva, se prepare uma
agenda autárquica que os novos tempos tão exigentes requerem.
A preparação de uma lei-quadro que permita desenvolver o princípio constitucional da autonomia local, que
seja um instrumento de descentralização do Estado e que promova a proximidade e eficiência dos serviços
prestados, será a pedra-de-toque para elevarmos as competências autárquicas, e de freguesia, em particular,
para outro patamar.
Há, assim, que corrigir os erros e os casos mal decididos no âmbito da lei de 2013, olhar para o mapa atual
fazendo uma avaliação objetiva e, ao mesmo tempo, consolidar as autarquias locais reforçando competências
das freguesias, dotando-as de novas competências próprias, diferenciadas em função da sua natureza e
fazendo avançar a descentralização.
Para o PS, a delegação tem de avançar para uma era de competência própria e de caráter universal.
Quarenta anos depois, o poder local democrático tem de avançar, com as freguesias a ocuparem o lugar que
lhes é devido enquanto polo de democracia e de proximidade.
O projeto de resolução que apresentamos concorre para esse desígnio de participação e envolvimento e
também de reforço de competências.
Este é o tempo da ação estratégica, da inovação e, sobretudo, de nos inspirarmos nos valores republicanos,
que não se apagam por decreto (como alguns fizeram ao extinguir o feriado de 5 de outubro) e que nós, PS e a
esquerda, voltámos a repor para celebrarmos de novo, em democracia, a República e o poder local, sempre!
Aplausos do PS.
A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — A Mesa não regista pedidos de esclarecimento à Sr.ª Deputada.
Assim sendo, tem a palavra, para uma intervenção em nome do PSD, a Sr.ª Deputada Emília Santos.
A Sr.ª Emília Santos (PSD): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.as e Srs. Autarcas presentes nas
galerias: O PSD, como grande partido autárquico português, diz sempre «presente!» nos debates alusivos à
administração local e orgulha-se das variadíssimas reformas promovidas pelo nossos anteriores governos, que
permitiram termos hoje um poder local mais forte, mais sustentável, mais moderno, mais capaz e mais hábil na
resposta aos anseios das populações.
O Sr. Jorge Paulo Oliveira (PSD): — Muito bem!