O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 86

12

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — O quê?!

O Sr. João Galamba (PS): — … agora parece achar que o BPN foi resgatado em 2015.

Sr.ª Deputada, o que eu disse foi que, depois da saída limpa e depois de alegadamente se ter resolvido o

problema do setor financeiro, primeiro, veio o BES. Sim, primeiro veio o BES. Não consta que o BPN tenha sido

nacionalizado em 2014, foi no auge da crise financeira de 2008. Portanto, não percebo!

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Da primeira crise, porque já houve duas!

O Sr. João Galamba (PS): — A Sr.ª Deputada tem de perceber que este Parlamento não fiscaliza atos que

ainda não ocorreram. As perguntas que quer fazer e que são perfeitamente legítimas têm de ser respondidas

pelo acionista Estado,…

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Pois tem. Responda!

O Sr. João Galamba (PS): — … que é quem neste momento está a tratar do assunto que os senhores não

trataram, Sr.ª Deputada. A questão é essa!

Aplausos do PS.

Protestos do PSD e do CDS-PP.

Se quiser, temos aqui dois problemas. Temos um problema que não foi resolvido e um que está em vias de

o ser e, se não se importa, acho que este Parlamento não deve desvalorizar o apuramento de factos já

concretizados para se dedicar à especulação sobre atos que ainda não existiram.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Especulação é o que o senhor está a fazer!

O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Passamos às intervenções.

A primeira inscrição que a Mesa regista é do Sr. Deputado José Luís Ferreira, do Partido Ecologista «Os

Verdes».

Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Podemos continuar a discutir

quem tem e não tem memória, podemos continuar a discutir quem tem e não tem responsabilidades, mas a

verdade é que as pessoas não podem passar a vida a trabalhar para os bancos. Já chega! É preciso acabar

com esta imoralidade.

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Nem mais!

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Estamos todos de acordo!

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Vamos ao filme. A natureza danosa que tem marcado a gestão da

banca, tendo como único objetivo a distribuição máxima e rápida de dividendos pelos acionistas, permite-nos

ver que os bancos privados estão cada vez menos interessados no apoio à economia nacional e cada vez mais

interessados em continuar o caminho que facilita a evasão fiscal e o branqueamento de capitais, prosseguindo

a especulação e removendo qualquer utilidade social às poupanças dos cidadãos.

Neste contexto, fazer renascer um importante setor público financeiro não é apenas um desafio, não é só

uma opção, é uma condição absolutamente imprescindível para promover o progresso económico e social do

Páginas Relacionadas
Página 0041:
2 DE JULHO DE 2016 41 Passadas quatro décadas sobre a concretização das autonomias
Pág.Página 41